Agricultores representam apenas 2% dos candidatos nas eleições de 2026
Dados do TSE mostram que apenas 432 candidatos se declararam produtores rurais, apesar da relevância do setor para o PIB nacional.
Pontos principais
- Apenas 2,05% dos 20.985 candidatos registrados no TSE possuem ocupação ligada ao setor agropecuário.
- Nenhum candidato aos cargos de presidente ou vice-presidente declarou a agricultura ou pecuária como profissão principal.
- Rondônia lidera a representatividade do setor entre os candidatos, com 5,02%, enquanto o Rio de Janeiro tem a menor taxa, com 0,38%.
- O setor agropecuário responde por cerca de 7% do PIB brasileiro e emprega 4,28% da população ocupada.
Uma análise dos registros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para as eleições de 2026 revela que a representatividade do setor agropecuário entre os candidatos é baixa. Dos 20.985 postulantes a cargos públicos, apenas 432 se identificaram como agricultores, pecuaristas ou produtores rurais, o que equivale a 2,05% do total. O cenário é ainda mais restrito no topo da disputa, já que nenhum candidato aos cargos de presidente ou vice-presidente declarou o campo como sua ocupação principal.
A disparidade chama a atenção quando comparada à relevância econômica da atividade, que contribui com aproximadamente 7% do PIB nacional e emprega 4,28% da força de trabalho brasileira. Regionalmente, os dados mostram um desequilíbrio geográfico acentuado: Rondônia concentra a maior proporção de candidatos ligados ao setor, com 5,02%, enquanto o Rio de Janeiro apresenta o índice mais baixo, com apenas 0,38% de representação rural entre os concorrentes.
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