Mulheres já ocupam 40% dos cargos de decisão no agronegócio brasileiro
Estudo da Abag aponta que gestoras rurais apresentam maior escolaridade, melhor conformidade ambiental e menores taxas de inadimplência que homens.
Pontos principais
- Mulheres representam 40% dos 10,7 milhões de produtores rurais decisores no Brasil.
- Percentual de gestoras com pós-graduação saltou de 24% em 2015 para 46% em 2026.
- Propriedades geridas por mulheres possuem menores índices de passivos ambientais e trabalho escravo.
- 71% das produtoras utilizam tecnologias como drones e sistemas de gestão de forma independente.
- Taxas de inadimplência entre grandes proprietárias rurais são de 6,85%, abaixo da média masculina.
Um estudo recente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) revelou que as mulheres já ocupam 40% dos cargos de decisão entre os 10,7 milhões de produtores rurais do Brasil. O levantamento destaca uma evolução significativa na qualificação profissional, com o número de gestoras que possuem pós-graduação quase dobrando na última década, saltando de 24% em 2015 para 46% em 2026.
Além da escolaridade, a pesquisa aponta que as propriedades sob comando feminino apresentam indicadores superiores de conformidade legal e financeira. Enquanto CPFs masculinos concentram a maioria dos registros de desmatamento e trabalho escravo, as mulheres apresentam taxas de inadimplência menores e maior adesão a tecnologias, com 71% das gestoras utilizando ferramentas digitais, como drones e sistemas de gestão, para otimizar a produção.
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