Brasil busca rastreabilidade bovina para retomar exportações à UE
A falta de um sistema de rastreabilidade pode custar US$ 380 milhões ao Brasil em exportações de carne bovina para a União Europeia até 2026.
Pontos principais
- Interrupção das exportações para a UE pode gerar prejuízo de US$ 380 milhões até o final de 2026.
- Comissão Europeia exige rastreabilidade completa desde o nascimento do animal.
- Coalizão Brasil sugere integrar dados do CAR e da Guia de Trânsito Animal.
- O principal entrave para a implementação é normativo e de governança, não tecnológico.
- Proposta prevê uma rota híbrida com diretrizes nacionais e pilotos estaduais em três anos.
O setor pecuário brasileiro enfrenta um desafio crítico para manter o acesso ao mercado da União Europeia, que exige um sistema rigoroso de rastreabilidade bovina desde o nascimento do animal. A ausência de conformidade com essas normas sanitárias e ambientais pode resultar em um prejuízo estimado de US$ 380 milhões em exportações até o final de 2026, impactando significativamente a balança comercial do setor.
Para solucionar o impasse, a Coalizão Brasil propõe a integração de dados públicos, cruzando informações do Cadastro Ambiental Rural com a Guia de Trânsito Animal. Segundo a entidade, o gargalo para a implementação não é tecnológico, mas sim de governança e normatização. A estratégia sugerida envolve uma rota híbrida com diretrizes nacionais e projetos-piloto estaduais, com um cronograma de execução previsto para os próximos três anos.
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