Tecnologia de rastreabilidade busca adequar carne brasileira ao mercado externo
Ferramentas de blockchain e inteligência artificial visam garantir conformidade socioambiental e atender exigências de importação internacionais.
Pontos principais
- Plataformas de rastreabilidade integram dados desde a fazenda até o consumidor final.
- Sistemas realizam verificações automáticas contra desmatamento e trabalho escravo.
- O uso de inteligência artificial em frigoríficos analisa carcaças com custo de até R$ 300 mil por planta.
- O Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR) exige comprovação de origem até 2026.
- Exportações de carne bovina brasileira para a União Europeia foram suspensas em setembro devido a questões sanitárias.
O setor pecuário brasileiro tem adotado tecnologias avançadas, como blockchain e inteligência artificial, para assegurar a rastreabilidade da cadeia produtiva. Soluções como as da Ecotrace Solutions permitem monitorar desde a origem na propriedade rural até a comercialização, realizando verificações socioambientais rigorosas que combatem o desmatamento e o trabalho escravo. Além disso, o uso de câmeras com IA em frigoríficos otimiza a análise de carcaças, embora o controle por lote ainda predomine sobre a rastreabilidade individual devido à complexidade operacional.
Essas iniciativas ganham relevância diante das crescentes exigências internacionais de conformidade, como o Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR), que impõe prazos rigorosos para a adequação até 2027. O cenário é desafiador para os exportadores, especialmente após a suspensão das importações de carne bovina brasileira pela União Europeia em setembro, motivada por preocupações com o uso de antimicrobianos. A tecnologia surge, portanto, como um pilar estratégico para garantir a competitividade do produto nacional no mercado global.
