Abras classifica proibição de apostas como tardia e pede conscientização
Associação aponta que apostas esportivas impactam o orçamento familiar e defende campanhas educativas para mitigar os danos ao consumo básico.
Pontos principais
- Márcio Milan, vice-presidente da Abras, afirmou que a proibição das bets pelo governo federal ocorreu com atraso.
- A entidade destaca que os gastos com apostas competem diretamente com a renda destinada a itens básicos de consumo.
- A Abras alerta que a proibição isolada pode fortalecer o mercado ilegal de apostas no país.
- A associação propõe a criação de campanhas de conscientização similares às ações antitabagismo.
O vice-presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Márcio Milan, avaliou que a proibição das apostas esportivas pelo governo federal foi uma medida tardia. Segundo a entidade, o crescimento acelerado do setor de bets impactou negativamente o orçamento das famílias brasileiras, que passaram a destinar parte da renda disponível para apostas em detrimento da compra de itens básicos de consumo.
Para a Abras, apenas a proibição legal não é suficiente para resolver o problema, podendo inclusive incentivar o avanço de plataformas ilegais. A associação defende a implementação de campanhas de conscientização voltadas ao consumidor, utilizando como referência o modelo de sucesso das ações antitabagismo. O objetivo é proteger a saúde financeira das famílias e garantir que o consumo essencial não seja comprometido por práticas de risco.
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