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Projeto de lei condiciona repasses do SUS ao pagamento de salários

Proposta na Câmara cria política para evitar atrasos salariais em contratos de terceirizadas que prestam serviços ao SUS.

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Foto: Câmara dos Deputados
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30/09 às 17:15

Pontos principais

  • O PL 3095/26 institui a Política Nacional Saúde sem Calote para garantir pagamentos no SUS.
  • Repasses públicos ficam condicionados à comprovação da quitação da folha de pagamento dos trabalhadores.
  • Poder público pode reter verbas e pagar funcionários diretamente em caso de atraso superior a cinco dias úteis.
  • Entidades parceiras deverão manter portais de transparência com dados sobre pagamentos e encargos.
  • Descumprimento das normas pode resultar em multas de até 10% e rescisão contratual.

A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 3095/26, que cria a Política Nacional Saúde sem Calote. A medida visa combater atrasos salariais em contratos de gestão do SUS, condicionando a liberação de repasses públicos à comprovação de que as entidades parceiras quitaram a folha de pagamento dos profissionais no mês anterior. Caso os salários atrasem por mais de cinco dias úteis, o poder público terá autorização para reter os valores e realizar o pagamento direto aos trabalhadores.

Além da exigência financeira, o texto estabelece que as organizações parceiras devem manter portais de transparência com informações detalhadas sobre pagamentos, encargos e o quadro de pessoal. O descumprimento das novas regras pode acarretar sanções severas, incluindo advertências, multas de até 10%, rescisão de contrato e a suspensão da participação em licitações por um período de até dois anos.

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