Brasil registra avanços em indicadores educacionais, aponta OCDE
Relatório da OCDE destaca redução de jovens fora do mercado e estudos no Brasil, impulsionada por políticas públicas de transferência de renda.
Pontos principais
- A taxa de jovens de 18 a 24 anos que não estudam nem trabalham caiu para 22,4% em 2024.
- O percentual de brasileiros de 25 a 34 anos com ensino superior subiu para 24,2%.
- Políticas como o Pé-de-Meia e o Bolsa Família foram associadas à maior conclusão do ensino médio.
- O investimento público em educação atingiu 4,5% do PIB em 2023, superando a média da OCDE.
O Brasil apresentou uma melhora significativa em seus indicadores educacionais entre 2016 e 2024, conforme dados do relatório Education at a Glance 2026, da OCDE. O levantamento aponta que a parcela de jovens de 18 a 24 anos que não estudam nem trabalham recuou de 26,8% para 22,4% no período, refletindo um avanço na integração dessa faixa etária. Além disso, a escolaridade da população entre 25 e 34 anos evoluiu, com o aumento da proporção de pessoas com ensino superior, que passou de 19,2% para 24,2%.
O relatório atribui parte desses resultados positivos à eficácia de programas de transferência de renda, como o Pé-de-Meia e o Bolsa Família, que auxiliaram na conclusão do ensino médio. Com um investimento governamental em educação equivalente a 4,5% do PIB em 2023, o país superou a média de 4% observada entre os membros da OCDE. O Ministério da Educação reforçou que a estratégia atual também prioriza a valorização docente por meio de iniciativas como o programa Mais Professores para o Brasil.
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