Brasil melhora em 71% dos indicadores sociais, mas desigualdade cresce
Relatório aponta avanços no desemprego e segurança alimentar em 2026, mas alerta para o aumento da concentração de renda e riscos geológicos.
Pontos principais
- O Brasil registrou melhorias em 34 dos 48 indicadores monitorados pelo Observatório Brasileiro das Desigualdades.
- A taxa de desocupação caiu para 5,6% em 2025, com avanços na renda média e na segurança alimentar.
- A concentração de renda subiu, com o 1% mais rico ganhando 31,5 vezes mais que os 50% mais pobres.
- O número de pessoas em áreas de risco geológico atingiu 4,67 milhões em 2026.
- Indicadores de mortalidade materna e desigualdades raciais e de gênero seguem como desafios críticos.
O Brasil apresentou avanços em 71% dos indicadores sociais analisados pelo Relatório do Observatório Brasileiro das Desigualdades em 2026. Entre os pontos positivos, destacam-se a redução da taxa de desocupação para 5,6% em 2025, além de melhorias nos índices de desmatamento e segurança alimentar. Apesar do crescimento econômico recente, o estudo aponta que os ganhos não foram suficientes para mitigar disparidades históricas, com a concentração de renda atingindo níveis alarmantes, onde o 1% mais rico detém rendimentos 31,5 vezes superiores à metade mais pobre da população. Além da desigualdade econômica, o relatório destaca a piora em indicadores críticos como o aumento de pessoas vivendo em áreas de risco geológico, que somam 4,67 milhões, e a persistência de altas taxas de mortalidade materna. O documento reforça a necessidade de políticas públicas mais consistentes para enfrentar as disparidades que ainda se concentram nas regiões Norte e Nordeste.
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