Desempenho do Brasil no Pisa 2025 fica estável e segue abaixo da OCDE
O Pisa 2025 mostra que o desempenho de estudantes brasileiros ficou estável em relação a 2022 nas áreas avaliadas pela OCDE, e o hiato entre os estudantes mais ricos e mais pobres do país aumentou no período.
Pontos principais
- Brasil marcou 409 pontos em ciências, 408 em leitura e 377 em matemática no Pisa 2025, resultados estatisticamente estáveis em relação a 2022 e ao patamar observado desde 2015.
- Na resolução computacional de problemas, parte do novo eixo do exame sobre aprendizagem no mundo digital, o Brasil obteve 406 pontos, abaixo da média da OCDE.
- Apenas 28% dos estudantes brasileiros atingiram o nível básico de proficiência em matemática, 48% em ciências e 49% em leitura (médias da OCDE: 65%, 74% e 69%).
- Só 1% dos alunos brasileiros chegou aos níveis mais altos de proficiência em leitura e em ciências, e quase nenhum em matemática.
- Chile e Uruguai superaram o Brasil nas quatro áreas do exame entre os países latino-americanos comparados pela OCDE.
- A diferença de desempenho em ciências entre os 25% de estudantes mais ricos e mais pobres do Brasil foi de 96 pontos (média da OCDE: 85), e esse hiato socioeconômico cresceu desde 2015, na contramão da média da OCDE.
- 81% dos estudantes brasileiros estão em escolas que proíbem o uso de celular, ante 37% em 2022.
- 48% dos estudantes brasileiros usam chatbots de IA para estudar ao menos uma vez por semana, perto da média da OCDE (46%).
- O exame avaliou 30.140 estudantes em 1.053 escolas brasileiras, representando cerca de 76% da população de 15 anos do país.
Os resultados do Pisa 2025, divulgados pela OCDE, mostram que o desempenho de estudantes brasileiros ficou estatisticamente estável em relação a 2022 em ciências, leitura e matemática, um padrão que se mantém desde 2015, com o país permanecendo abaixo da média da OCDE. O exame de 2025 também introduziu uma avaliação de resolução computacional de problemas, parte de um novo eixo sobre aprendizagem no mundo digital; o Brasil ficou abaixo da média da OCDE nessa competência. O levantamento avaliou 30.140 estudantes em 1.053 escolas brasileiras, representando cerca de 76% da população de 15 anos do país. Entre os latino-americanos comparados pela OCDE, Chile e Uruguai tiveram desempenho superior ao do Brasil nas quatro áreas. A OCDE também identificou um alargamento das desigualdades internas: a diferença de desempenho em ciências entre os 25% de estudantes mais ricos e mais pobres do país cresceu desde 2015, um movimento oposto ao da média da OCDE, onde esse hiato diminuiu no mesmo período, com o avanço brasileiro concentrado entre os alunos de nível socioeconômico mais alto. O país também ampliou de forma expressiva as restrições ao uso de celular nas escolas desde a edição anterior do exame, e quase metade dos estudantes já recorre a chatbots de inteligência artificial para estudar semanalmente, em ritmo semelhante ao de outros países da OCDE.
Fonte primária
Cobertura da mídia
Leitura entre adolescentes atinge pior nível deste século
Agência Brasil - EBC • 8 set, 12:58
Quais países da América Latina têm educação melhor do que o Brasil, segundo o ranking Pisa
Época Negócios • 8 set, 10:55
Menos da metade dos adolescentes sabe interpretar texto no Brasil, indica Pisa
InfoMoney • 8 set, 09:03
