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Desempenho do Brasil no Pisa 2025 fica estável e segue abaixo da OCDE

O Pisa 2025 mostra que o desempenho de estudantes brasileiros ficou estável em relação a 2022 nas áreas avaliadas pela OCDE, e o hiato entre os estudantes mais ricos e mais pobres do país aumentou no período.

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Foto: Agência Brasil - EBC
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08/09 às 07:45, atualizado 14:02

Pontos principais

  • Brasil marcou 409 pontos em ciências, 408 em leitura e 377 em matemática no Pisa 2025, resultados estatisticamente estáveis em relação a 2022 e ao patamar observado desde 2015.
  • Na resolução computacional de problemas, parte do novo eixo do exame sobre aprendizagem no mundo digital, o Brasil obteve 406 pontos, abaixo da média da OCDE.
  • Apenas 28% dos estudantes brasileiros atingiram o nível básico de proficiência em matemática, 48% em ciências e 49% em leitura (médias da OCDE: 65%, 74% e 69%).
  • Só 1% dos alunos brasileiros chegou aos níveis mais altos de proficiência em leitura e em ciências, e quase nenhum em matemática.
  • Chile e Uruguai superaram o Brasil nas quatro áreas do exame entre os países latino-americanos comparados pela OCDE.
  • A diferença de desempenho em ciências entre os 25% de estudantes mais ricos e mais pobres do Brasil foi de 96 pontos (média da OCDE: 85), e esse hiato socioeconômico cresceu desde 2015, na contramão da média da OCDE.
  • 81% dos estudantes brasileiros estão em escolas que proíbem o uso de celular, ante 37% em 2022.
  • 48% dos estudantes brasileiros usam chatbots de IA para estudar ao menos uma vez por semana, perto da média da OCDE (46%).
  • O exame avaliou 30.140 estudantes em 1.053 escolas brasileiras, representando cerca de 76% da população de 15 anos do país.

Os resultados do Pisa 2025, divulgados pela OCDE, mostram que o desempenho de estudantes brasileiros ficou estatisticamente estável em relação a 2022 em ciências, leitura e matemática, um padrão que se mantém desde 2015, com o país permanecendo abaixo da média da OCDE. O exame de 2025 também introduziu uma avaliação de resolução computacional de problemas, parte de um novo eixo sobre aprendizagem no mundo digital; o Brasil ficou abaixo da média da OCDE nessa competência. O levantamento avaliou 30.140 estudantes em 1.053 escolas brasileiras, representando cerca de 76% da população de 15 anos do país. Entre os latino-americanos comparados pela OCDE, Chile e Uruguai tiveram desempenho superior ao do Brasil nas quatro áreas. A OCDE também identificou um alargamento das desigualdades internas: a diferença de desempenho em ciências entre os 25% de estudantes mais ricos e mais pobres do país cresceu desde 2015, um movimento oposto ao da média da OCDE, onde esse hiato diminuiu no mesmo período, com o avanço brasileiro concentrado entre os alunos de nível socioeconômico mais alto. O país também ampliou de forma expressiva as restrições ao uso de celular nas escolas desde a edição anterior do exame, e quase metade dos estudantes já recorre a chatbots de inteligência artificial para estudar semanalmente, em ritmo semelhante ao de outros países da OCDE.

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