Rebanho bovino brasileiro recua 1,7% em 2025 e soma 234,3 milhões
Dados da Pesquisa da Pecuária Municipal do IBGE apontam queda no efetivo bovino pelo segundo ano consecutivo, impulsionada pelo aumento nos abates.
Pontos principais
- O rebanho bovino nacional totalizou 234,3 milhões de cabeças em 31 de dezembro de 2025.
- A redução de 1,7% em relação a 2024 marca o segundo ano consecutivo de queda no efetivo.
- O IBGE atribui o resultado ao aumento expressivo do abate de animais, especialmente fêmeas, nos últimos quatro anos.
- O valor da produção pecuária atingiu o recorde de R$ 141,2 bilhões, com alta de 6,2%.
- A produção de leite alcançou 36,7 bilhões de litros, um recorde histórico apesar da redução no número de vacas ordenhadas.
- O município de São Félix do Xingu (PA) mantém a liderança nacional no ranking de maior rebanho bovino.
- O Nordeste foi a única região brasileira a registrar crescimento no efetivo bovino, com alta de 2,2%.
O Brasil encerrou o ano de 2025 com 234,3 milhões de cabeças de gado, conforme dados da Pesquisa da Pecuária Municipal divulgada pelo IBGE. O número representa uma queda de 1,7% em comparação ao ano anterior, consolidando o segundo ano consecutivo de redução no rebanho nacional. Segundo o instituto, o movimento é reflexo direto do aumento do volume de abates registrado nos últimos quatro anos, com foco acentuado na retirada de fêmeas do sistema produtivo.
Apesar da retração no efetivo, o valor da produção pecuária atingiu o patamar recorde de R$ 141,2 bilhões, impulsionado principalmente pelo desempenho do setor leiteiro. A produção de leite alcançou 36,7 bilhões de litros, um crescimento de 2,7% que ocorreu mesmo com a queda no número de vacas ordenhadas, evidenciando um ganho de produtividade por animal. Enquanto o Nordeste apresentou um crescimento de 2,2% no efetivo bovino, as demais regiões do país registraram quedas, mantendo São Félix do Xingu, no Pará, como o município com o maior rebanho do Brasil.
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