Casas Bahia e GPA tentam acordo para excluir dívidas mútuas
Varejistas buscam eliminar créditos cruzados de suas listas de recuperação para destravar processos de reestruturação financeira.
Pontos principais
- O GPA possui R$ 703 milhões a receber da Casas Bahia, enquanto a Casas Bahia cobra R$ 174 milhões do GPA.
- A dívida do GPA refere-se a créditos tributários, enquanto a da Casas Bahia deriva de uma disputa arbitral trabalhista e cível.
- O GPA entrou em recuperação extrajudicial em março de 2026 para reestruturar R$ 4,5 bilhões em dívidas.
- A Casas Bahia contesta na Justiça a inclusão de seus créditos no plano de recuperação extrajudicial do GPA.
- O Ministério Público de São Paulo recomendou que a Justiça não homologue o plano do GPA devido a questionamentos sobre o quórum.
- A homologação do plano do GPA é considerada crucial para manter o fluxo de caixa e o pagamento de fornecedores.
As varejistas Casas Bahia e GPA tentaram negociar um acordo para remover os valores que possuem uma contra a outra de suas respectivas listas de credores. Atualmente, o GPA busca receber R$ 703 milhões da Casas Bahia, montante ligado a créditos tributários históricos, enquanto a Casas Bahia reivindica R$ 174 milhões do GPA, originados de uma disputa arbitral decorrente da compra da rede Globex.
A tentativa de conciliação ocorre em um momento de alta complexidade para ambas as companhias, que enfrentam processos de reestruturação financeira. O GPA, que protocolou pedido de recuperação extrajudicial em março de 2026 para renegociar R$ 4,5 bilhões em dívidas, enfrenta contestações judiciais e críticas do Ministério Público de São Paulo sobre a formação do quórum de aprovação do plano. Especialistas apontam que a resolução desse impasse é fundamental para evitar a postergação da homologação, o que poderia comprometer o caixa do grupo e suas obrigações com fornecedores.
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