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Grupo Casas Bahia negocia financiamento de R$ 1 bilhão em recuperação judicial

A varejista busca captar R$ 1 bilhão via DIP financing para manter operações enquanto renegocia dívidas de R$ 17,3 bilhões.

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Foto: Pipeline Valor
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17/08 às 11:46 · atualizado 13:02

Pontos principais

  • O Grupo Casas Bahia está em negociações avançadas para obter um financiamento na modalidade DIP (debtor-in-possession).
  • O recurso visa garantir a continuidade das operações da companhia durante o processo de recuperação judicial.
  • A modalidade DIP oferece prioridade de pagamento aos novos credores que injetarem capital na empresa.
  • A varejista declarou um passivo total de R$ 17,3 bilhões, concentrado principalmente em instituições financeiras.
  • Bradesco, Digio e Banco do Brasil detêm cerca de 58% da dívida total da companhia.
  • O plano de reestruturação inclui o fechamento de 298 lojas e o corte de 3 mil funcionários.
  • A empresa atribui a crise financeira ao cenário de juros elevados e à restrição de crédito no setor varejista.

O Grupo Casas Bahia iniciou negociações avançadas para captar cerca de R$ 1 bilhão por meio de um financiamento DIP (debtor-in-possession). A operação é considerada estratégica para a companhia, que busca assegurar liquidez e manter o funcionamento de suas lojas físicas e do comércio eletrônico enquanto atravessa o processo de recuperação judicial, protocolado recentemente na Justiça de São Paulo. O financiamento DIP é um instrumento voltado especificamente a empresas em crise, garantindo prioridade de recebimento aos novos credores que aportarem recursos no negócio.

A busca por capital ocorre em um momento de reestruturação profunda, liderada pelo novo Chief Restructuring Officer (CRO), Mateus Tessler. O grupo reportou um passivo de R$ 17,3 bilhões, com alta exposição a bancos como Bradesco, Digio e Banco do Brasil. Além da renegociação das dívidas, a empresa implementa um plano de corte de custos que já resultou no fechamento de 298 unidades e na demissão de 3 mil colaboradores apenas em agosto de 2026. A varejista justifica a crise pelo ambiente macroeconômico desafiador, marcado por taxas de juros elevadas e pela dificuldade de acesso ao crédito, fatores que pressionaram o consumo de bens duráveis nos últimos anos.

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