Taxas de prefixados do Tesouro sobem com cautela externa e inflação
Títulos prefixados aproximam-se de 14% de rendimento diante da alta do petróleo, juros americanos e revisão das projeções de inflação no Brasil.
Pontos principais
- Títulos prefixados com vencimento em 2029 atingiram 13,93% e os de 2032 chegaram a 14,15%.
- Preços do petróleo Brent e WTI subiram após rejeição de proposta iraniana sobre o Estreito de Ormuz.
- Boletim Focus elevou a expectativa de inflação para 2026 de 4,92% para 4,99%.
- Pesquisa BTG/Nexus indica empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro em eventual segundo turno.
As taxas dos títulos prefixados do Tesouro Direto operaram em alta nesta segunda-feira, refletindo um cenário de maior aversão ao risco. O movimento foi impulsionado pela valorização das commodities energéticas, após o governo dos Estados Unidos rejeitar uma proposta do Irã referente ao Estreito de Ormuz, além da pressão exercida pela alta dos juros nos mercados americanos.
No âmbito doméstico, a cautela dos investidores foi reforçada pela revisão das projeções de inflação no Boletim Focus, que elevou a estimativa para 2026 para 4,99%. Paralelamente, o ambiente político também entrou no radar do mercado, com uma pesquisa BTG/Nexus apontando um empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro em um possível cenário de segundo turno eleitoral.
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