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Taxas de títulos prefixados recuam no Tesouro Direto

Papéis prefixados operam em queda após Boletim Focus mais brando e escalada de tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã.

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Foto: InfoMoney
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31/08 às 10:16, atualizado 19/09 às 18:52

Pontos principais

  • Títulos prefixados de longo prazo, como os de 2032 e 2037, registraram queda de 6 pontos-base.
  • Boletim Focus revisou para baixo as projeções de IPCA e PIB para 2026.
  • Tensões militares entre Estados Unidos e Irã elevaram os preços do petróleo em 3%.
  • A dívida bruta brasileira atingiu 82,5% em julho, segundo dados do Banco Central.
  • O Goldman Sachs questionou a credibilidade do arcabouço fiscal brasileiro devido às metas deficitárias.

As taxas dos títulos prefixados no Tesouro Direto operam em queda nesta segunda-feira, refletindo um cenário de maior cautela no mercado doméstico e incertezas globais. O movimento é impulsionado por um Boletim Focus que apresentou projeções mais brandas para o IPCA e o PIB de 2026, embora a Selic tenha sido mantida em 13,75% ao ano. Paralelamente, a escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã elevou os preços do petróleo Brent e WTI em 3%, pressionando os rendimentos dos Treasuries americanos e influenciando o apetite ao risco local. O ambiente econômico permanece sensível, com o Goldman Sachs apontando preocupações sobre a credibilidade do arcabouço fiscal brasileiro, dado que a dívida bruta subiu para 82,5% em julho e as metas de resultado primário seguem deficitárias, apesar das promessas governamentais de superávits a partir de 2027.

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