Taxas de prefixados caem no Tesouro Direto após Boletim Focus
O recuo nos juros dos títulos prefixados reflete projeções mais brandas no Boletim Focus e a cautela do mercado diante de tensões geopolíticas.
Pontos principais
- Títulos prefixados de 2032 e 2037 registraram queda de 6 pontos-base.
- Boletim Focus revisou para baixo as projeções de IPCA e PIB para 2026.
- A taxa Selic foi mantida em 13,75% ao ano pelo mercado.
- Preços do petróleo subiram 3% devido ao aumento das tensões entre EUA e Irã.
- Goldman Sachs questionou a credibilidade do arcabouço fiscal brasileiro.
As taxas dos títulos prefixados no Tesouro Direto operaram em queda nesta segunda-feira, impulsionadas por um cenário macroeconômico local mais moderado. O Boletim Focus trouxe revisões para baixo nas expectativas de inflação e crescimento do PIB para 2026, mantendo a Selic em 13,75% ao ano. Apesar do otimismo pontual na curva de juros, o Goldman Sachs reiterou preocupações sobre a sustentabilidade do arcabouço fiscal brasileiro, destacando que as metas de resultado primário seguem deficitárias. Paralelamente, o cenário externo adicionou volatilidade aos ativos, com a escalada das tensões geopolíticas entre os Estados Unidos, sob a gestão do presidente Donald Trump, e o Irã. O conflito provocou uma alta de 3% nos preços do petróleo, influenciando o comportamento dos investidores que buscam proteção em um ambiente de incertezas globais e desafios fiscais internos.
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