Taxas de títulos prefixados recuam no Tesouro Direto
Papéis prefixados operam em queda após Boletim Focus mais brando e escalada de tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã.
Pontos principais
- Títulos prefixados de longo prazo, como os de 2032 e 2037, registraram queda de 6 pontos-base.
- Boletim Focus revisou para baixo as projeções de IPCA e PIB para 2026.
- Tensões militares entre Estados Unidos e Irã elevaram os preços do petróleo em 3%.
- A dívida bruta brasileira atingiu 82,5% em julho, segundo dados do Banco Central.
- O Goldman Sachs questionou a credibilidade do arcabouço fiscal brasileiro devido às metas deficitárias.
As taxas dos títulos prefixados no Tesouro Direto operam em queda nesta segunda-feira, refletindo um cenário de maior cautela no mercado doméstico e incertezas globais. O movimento é impulsionado por um Boletim Focus que apresentou projeções mais brandas para o IPCA e o PIB de 2026, embora a Selic tenha sido mantida em 13,75% ao ano. Paralelamente, a escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã elevou os preços do petróleo Brent e WTI em 3%, pressionando os rendimentos dos Treasuries americanos e influenciando o apetite ao risco local. O ambiente econômico permanece sensível, com o Goldman Sachs apontando preocupações sobre a credibilidade do arcabouço fiscal brasileiro, dado que a dívida bruta subiu para 82,5% em julho e as metas de resultado primário seguem deficitárias, apesar das promessas governamentais de superávits a partir de 2027.
