Setor de restauração florestal enfrenta gargalos apesar de crédito do BNDES
Embora o BNDES tenha injetado R$ 14,6 bilhões no setor, a cadeia produtiva de mudas nativas ainda sofre com falta de coordenação e crédito.
Pontos principais
- BNDES destinou R$ 14,6 bilhões para restauração florestal e viveiros nos últimos dois anos.
- Brasil precisa atingir a marca de 1,25 bilhão de mudas anuais para restaurar 12 milhões de hectares até 2029.
- Capacidade atual de produção de mudas nativas é de apenas 300 milhões de unidades ao ano.
- Viveiristas relatam dificuldades de acesso a crédito tradicional e falta de planejamento nas encomendas.
- Especialistas defendem a integração entre conhecimentos ancestrais e tecnologia para aumentar a eficácia dos projetos.
O setor de restauração florestal no Brasil vive um momento de expansão impulsionado por um aporte de R$ 14,6 bilhões do BNDES nos últimos dois anos. O montante visa fortalecer o ecossistema de viveiros e viabilizar a meta nacional de restaurar 12 milhões de hectares até 2029. Contudo, a cadeia produtiva ainda enfrenta gargalos estruturais, como a ociosidade na produção de mudas e a dificuldade de acesso a linhas de crédito tradicionais por parte dos viveiristas.
Para especialistas, o sucesso do reflorestamento em escala depende não apenas de financiamento, mas de uma melhor coordenação produtiva e da integração entre o conhecimento acadêmico e saberes ancestrais. Atualmente, a produção nacional de mudas nativas atinge cerca de 300 milhões de unidades anuais, volume insuficiente para atender à demanda necessária para o cumprimento das metas climáticas brasileiras, que exigem uma capacidade quatro vezes maior.
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