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Sistemas agroflorestais atraem investimentos bilionários no Brasil

Grandes empresas e fundos de investimento apostam em agroflorestas para unir retorno financeiro, produção agrícola e restauração ambiental.

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Foto: Globo Rural
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21/09 às 21:15

Pontos principais

  • O Patria lançou um fundo de US$ 500 milhões focado em culturas perenes como café e cacau.
  • O BNDES financia projetos de larga escala em estados como Pará, Mato Grosso e Bahia.
  • A Natura planeja dobrar sua área de dendê agroflorestal para dois mil hectares até 2030.
  • O Fundo Vale destinou R$ 292 milhões para negócios do setor entre 2020 e 2025.
  • A viabilidade financeira é sustentada pela venda de produtos agrícolas e créditos de carbono.

Os sistemas agroflorestais (SAF) deixaram de ser restritos a pequenas propriedades e ganharam escala com o aporte de bilhões de reais em investimentos privados e públicos. O Patria, por exemplo, estabeleceu um fundo de US$ 500 milhões para fomentar culturas de alto valor, como abacate e café, até 2027. Paralelamente, o BNDES tem viabilizado projetos de grande porte em diversas regiões do país, enquanto empresas como a Natura e o Fundo Vale integram essas práticas às suas metas de restauração ambiental e sustentabilidade.

Especialistas destacam que a atratividade do modelo reside na combinação estratégica de colheitas de curto prazo com a valorização de ativos ambientais. Ao conciliar a produção agrícola com a recuperação de áreas degradadas, o setor consegue acessar o mercado de carbono e atrair capital institucional. Essa tendência reflete uma mudança no agronegócio brasileiro, que busca conciliar a produtividade econômica com compromissos climáticos globais de longo prazo.

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