Combate à degradação florestal é mais eficaz para preservar a Amazônia
Estudo aponta que evitar incêndios e extração ilegal de madeira preserva mais biodiversidade na Amazônia do que apenas restaurar áreas degradadas.
Pontos principais
- Combater a degradação florestal pode mitigar 68% das perdas de biodiversidade e 47% das perdas de carbono.
- Impedir o desmatamento evita 28% dos prejuízos à biodiversidade e 61% das perdas de carbono.
- A restauração isolada de áreas degradadas compensa apenas 6% das perdas de biodiversidade.
- Ações combinadas podem elevar a biodiversidade em 22% e os estoques de carbono em 42%.
- Pesquisa utilizou dados de 381 áreas e imagens de satélite entre 2010 e 2020.
Um estudo conduzido pela Rede Amazônia Sustentável revelou que o combate direto à degradação florestal é uma estratégia mais eficiente para a preservação da biodiversidade do que a restauração isolada de áreas. A pesquisa indica que ações focadas em prevenir incêndios e a extração ilegal de madeira podem mitigar 68% das perdas de biodiversidade e 47% das perdas de carbono na região, superando significativamente os resultados obtidos apenas com o reflorestamento de áreas degradadas, que compensa apenas 6% da biodiversidade perdida.
Os pesquisadores utilizaram dados de 381 áreas de amostragem, entrevistas com proprietários rurais e imagens de satélite para analisar as mudanças ocorridas entre 2010 e 2020. O levantamento conclui que a estratégia mais eficaz para o bioma envolve uma abordagem integrada, combinando a interrupção do desmatamento, o controle de incêndios e a restauração de áreas degradadas, o que poderia resultar em um ganho de 22% na biodiversidade e 42% nos estoques de carbono.
