Iniciativas de bioeconomia impulsionam restauração e renda no Pará
Projetos no Oeste do Pará unem ciência e tradições locais para promover o reflorestamento da Amazônia e o desenvolvimento de biocosméticos sustentáveis.
Pontos principais
- O Viveiro Florestal Ardosa, em Santarém, atingiu a marca de 250 mil mudas nativas produzidas no primeiro semestre de 2026.
- A marca Mahá Biocosméticos integra conhecimentos ribeirinhos com pesquisa científica da Ufopa para criar produtos de alto valor agregado.
- A incubadora OKA Hub atua em Belterra conectando pequenos produtores, universidades e instituições para fortalecer a bioeconomia regional.
- Iniciativas focam na autonomia financeira de mulheres ribeirinhas e na restauração ecológica de áreas degradadas com rigor científico.
O Oeste do Pará tem se consolidado como um polo de inovação sustentável ao integrar o saber ancestral de comunidades ribeirinhas com o rigor científico de instituições como a Ufopa. Projetos como o Viveiro Florestal Ardosa, que expandiu sua capacidade para 250 mil mudas nativas, demonstram o esforço local para aliar a restauração ecológica da Amazônia à geração de renda. Paralelamente, a produção de biocosméticos por coletivos locais, apoiada por incubadoras como a OKA Hub, transforma insumos da floresta em produtos de alto valor agregado. Essa abordagem de bioeconomia não apenas promove a autonomia financeira de mulheres da região, mas também oferece um modelo viável de desenvolvimento que prioriza a preservação da floresta em pé, contrapondo-se a históricos de exploração industrial predatória na região de Belterra.
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