Trabalho remoto atinge 7,9% da população ocupada no Brasil em 2025
Dados do IBGE mostram estabilização do home office no país, mantendo patamares superiores aos registrados no período pré-pandemia.
Pontos principais
- O percentual de trabalhadores em home office caiu de 8,4% em 2022 para 7,9% em 2025.
- Cerca de 6,65 milhões de brasileiros atuam principalmente de casa.
- Porto Alegre lidera o ranking proporcional de trabalho remoto com 18,7% dos ocupados.
- A participação de trabalhadores em estabelecimentos físicos subiu para 60,2% no período.
- Empresas apontam o fortalecimento da cultura organizacional como motivo para o retorno ao presencial.
Dados da PNAD Contínua divulgados pelo IBGE nesta quarta-feira, 23 de setembro de 2026, revelam que o trabalho remoto no Brasil atingiu 7,9% da população ocupada em 2025. Embora o índice tenha registrado um recuo em relação aos 8,4% observados em 2022, o patamar atual permanece significativamente superior aos 3,6% registrados em 2012, antes da pandemia. O levantamento contabiliza 6,65 milhões de brasileiros exercendo suas funções principalmente de casa.
O cenário atual reflete uma transição gradual para o modelo presencial, com a participação de trabalhadores em estabelecimentos físicos subindo de 57,9% para 60,2% no mesmo período. Enquanto empresas justificam a retomada pela necessidade de fortalecer a cultura organizacional e a colaboração entre equipes, 65% dos trabalhadores apontam o deslocamento diário como a principal desvantagem do modelo presencial. Regionalmente, Porto Alegre se destaca com a maior proporção de trabalhadores remotos, atingindo 18,7% dos ocupados, seguida por Recife e Belo Horizonte.
Especialistas observam que, embora a pesquisa considere o local principal de trabalho, o número pode subestimar a prevalência de regimes híbridos, onde o escritório ainda é o ponto de referência predominante. O movimento de retorno aos escritórios também tem impactado o mercado imobiliário, com cidades que atraíram trabalhadores remotos durante o pico da pandemia registrando agora uma desaceleração, enquanto capitais como São Paulo observam recordes de transações.
Comentários
Carregando comentários...
