Brasil tem 2 milhões de trabalhadores por aplicativos em 2025
Dados do IBGE revelam que trabalhadores de plataformas digitais enfrentam jornadas mais longas e menor rendimento por hora que a média do setor privado.
Pontos principais
- O Brasil registrou 2 milhões de pessoas trabalhando por meio de plataformas digitais de serviços em 2025.
- A jornada semanal média desses profissionais é de 44,7 horas, superior às 39,3 horas dos demais trabalhadores do setor privado.
- O rendimento por hora dos trabalhadores de aplicativos foi de R$ 16,20, valor 12% inferior ao registrado no setor privado.
- Apenas 34% dos trabalhadores de aplicativos possuem cobertura previdenciária, contra 62,4% no setor privado.
- O transporte de passageiros concentra 58,9% da categoria, seguido por entregas de comida e produtos com 29,9%.
- A maioria dos trabalhadores de plataformas é composta por homens (84,4%) na faixa etária de 25 a 39 anos.
- O número de pessoas que utilizam plataformas como ocupação principal cresceu 36,8% desde 2022.
Segundo dados da PNAD Contínua do IBGE, o Brasil contava com 2 milhões de pessoas atuando em plataformas digitais de serviços em 2025, o que representa 1,9% da população ocupada. Deste total, 1,8 milhão utilizava a atividade como ocupação principal, um contingente que cresceu 36,8% em comparação a 2022. O setor é majoritariamente masculino (84,4%) e concentrado na faixa etária de 25 a 39 anos, com 55,3% dos profissionais localizados na região Sudeste. O transporte de passageiros lidera a ocupação, absorvendo 58,9% da força de trabalho, enquanto as entregas representam 29,9%.
A pesquisa destaca uma disparidade significativa nas condições de trabalho. Embora o rendimento mensal médio de R$ 3.147 seja próximo ao de outros trabalhadores do setor privado, a jornada semanal média de 44,7 horas é substancialmente maior do que as 39,3 horas observadas no mercado tradicional. Como resultado, o rendimento por hora trabalhada para quem atua em aplicativos é 12% menor, situando-se em R$ 16,20 frente aos R$ 18,40 dos demais ocupados. A flexibilidade de horários e a dificuldade de inserção em outras vagas são apontadas como os principais motivos para a adesão ao modelo.
A informalidade é outro ponto crítico revelado pelo levantamento. Apenas 34% dos trabalhadores de aplicativos contribuem para o INSS, um índice muito inferior aos 62,4% registrados no setor privado. Entre os motociclistas de aplicativos especificamente, a cobertura previdenciária é ainda menor, atingindo apenas 19,4% da categoria. A dependência das plataformas para a definição de pagamentos e prazos, somada à baixa proteção social, coloca em evidência os desafios enfrentados por esse contingente de trabalhadores na economia digital brasileira.
Cobertura da mídia
IBGE: 2 milhões de pessoas trabalhavam em plataformas de serviços no Brasil em 2025
InfoMoney • 4 set, 14:48
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Época Negócios • 4 set, 11:45
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BBC Brasil • 4 set, 11:38
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