Brasil tem 2 milhões de trabalhadores por aplicativos em 2025
Pesquisa do IBGE (PNAD Contínua) mostra que os trabalhadores por aplicativo cumprem jornadas mais longas e recebem 12% menos por hora (R$ 16,2 vs R$ 18,4) que os demais trabalhadores do setor privado.
Pontos principais
- O Brasil tinha 2,0 milhões de pessoas trabalhando por plataformas digitais de serviços em 2025 (principal ou secundário), 1,9% dos 102,4 milhões de ocupados; 1,8 milhão tinha esse trabalho como ocupação principal, alta de 36,8% frente a 2022.
- A jornada média semanal desses profissionais é de 44,7 horas, superando as 39,3 horas dos demais trabalhadores do setor privado.
- O rendimento-hora dos plataformizados foi de R$ 16,2, 12% abaixo dos R$ 18,4 registrados entre os demais trabalhadores do setor privado.
- Apenas 34% dos trabalhadores de aplicativos possuem cobertura previdenciária, índice que cai para 19,4% entre motociclistas.
- Cerca de 58,9% dos profissionais do setor atuam no transporte de passageiros (1,2 milhão de pessoas); 29,9% (585 mil pessoas) usam aplicativos de entrega de comida e produtos, das quais 376 mil trabalham especificamente como entregadores.
- A taxa de informalidade entre os trabalhadores de plataformas digitais atingiu 72,1% em 2025, ante 42,7% entre os não plataformizados.
- O número de motociclistas de aplicativos quase dobrou entre 2022 e 2025, saltando de 211 mil para 405 mil.
- A flexibilidade foi o motivo mais citado para trabalhar por aplicativo (26,8%), seguido de não conseguir outra ocupação (24,6%).
- 62,7% dos trabalhadores de aplicativos atuam de forma exclusiva por plataformas digitais, sem conciliar com outras formas de trabalho.
Dados da PNAD Contínua, divulgados pelo IBGE com referência a 2025, revelam um cenário de precarização para os 2,0 milhões de brasileiros que trabalhavam por meio de plataformas digitais de serviços, 1,9% dos 102,4 milhões de ocupados no país; 1,8 milhão tinha esse trabalho como ocupação principal, alta de 36,8% em relação a 2022. Para alcançar um rendimento equivalente à média do setor privado, esses profissionais dedicam, em média, 5,4 horas a mais por semana, jornada de 44,7 horas ante 39,3 horas dos demais ocupados. O rendimento-hora médio desses trabalhadores foi de R$ 16,2, 12% menor que os R$ 18,4 dos demais trabalhadores do setor privado.
A pesquisa destaca a fragilidade da proteção social do grupo, com informalidade de 72,1%, ante 42,7% entre os não plataformizados. Apenas 34% contribuíam para a previdência, índice que cai para 19,4% entre os motociclistas. A maioria atuava no transporte de passageiros (58,9%, 1,2 milhão de pessoas) e em aplicativos de entrega (29,9%, 585 mil pessoas, das quais 376 mil como entregadores). Segundo o IBGE, a flexibilidade foi o motivo mais citado para o trabalho por aplicativo (26,8%), seguido de não conseguir outra ocupação (24,6%); 62,7% trabalhavam de forma exclusiva por plataformas, sem conciliar com outras formas de trabalho.
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