Fim do home office reduz procura por imóveis no interior do país
O retorno ao trabalho presencial reverte o êxodo urbano da pandemia, impulsionando o mercado imobiliário das capitais e desaquecendo cidades distantes.
Pontos principais
- São Paulo registrou recorde histórico de compra e venda de imóveis em 2025.
- Cidades como Itupeva e Cotia tiveram queda expressiva no número de escrituras imobiliárias.
- Empresas exigem retorno presencial para fortalecer cultura e supervisão de equipes.
- Trabalhadores apontam o custo e o tempo de deslocamento como principais desvantagens do modelo presencial.
O mercado imobiliário brasileiro atravessa uma mudança significativa com o fim do modelo de trabalho remoto, que havia impulsionado a busca por residências no interior durante a pandemia. Dados do Colégio Notarial do Brasil indicam que a capital paulista alcançou um recorde histórico em transações imobiliárias em 2025, enquanto cidades que antes atraíam profissionais em busca de qualidade de vida, como Itupeva e Cotia, enfrentam uma queda acentuada na demanda por escrituras.
A transição é motivada por empresas que priorizam o retorno aos escritórios para reforçar a cultura organizacional e a colaboração entre equipes, como exemplificado pelo Nubank. Embora o movimento fortaleça o setor imobiliário nas grandes metrópoles, ele gera resistência entre trabalhadores que se mudaram para longe e agora enfrentam o desafio logístico e financeiro dos deslocamentos diários, redefinindo as prioridades de moradia no cenário pós-pandemia.
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