Consumo de café no Brasil cresce 2,29% até agosto de 2026
O volume de café comercializado no varejo brasileiro subiu 2,29% no acumulado do ano, impulsionado pela queda nos preços e normalização da oferta.
Pontos principais
- O consumo de café no varejo somou 13,69 milhões de sacas de 60 kg entre janeiro e agosto de 2026.
- O desempenho representa uma recuperação após a queda de 5,4% registrada no mesmo período de 2025.
- O café Tradicional/Extraforte teve a maior redução de preço ao consumidor, com queda de 21,22%.
- A normalização do fornecimento de matéria-prima para a indústria foi fundamental para a estabilização dos preços.
O consumo de café no varejo brasileiro registrou um crescimento de 2,29% nos primeiros oito meses de 2026, totalizando 13,69 milhões de sacas de 60 kg. O dado, divulgado pela Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), aponta para uma recuperação do setor após a retração de 5,4% observada no mesmo período do ano anterior, quando os preços elevados restringiram a demanda.
O avanço no consumo foi impulsionado principalmente pela queda nos preços ao consumidor final e pela normalização do abastecimento de matéria-prima, que atingiu níveis estáveis a partir de maio de 2026. Entre as categorias pesquisadas, o café Tradicional/Extraforte apresentou a redução mais expressiva, com queda de 21,22% no preço médio, seguido pelo café solúvel, que ficou 19,31% mais barato.
Apesar do cenário positivo no mercado interno, o presidente da Abic, Pavel Cardoso, ressaltou que o desempenho do setor nos próximos meses dependerá da ausência de impactos climáticos severos, como os associados ao fenômeno El Niño. Paralelamente, o mercado internacional observa uma tendência de queda nos preços do café na Bolsa de Nova York, reflexo do aumento da oferta global após safras recordes.
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