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Consumo de café no Brasil cai 2,31% em 2025, mas faturamento do setor avança 25,6%

O consumo de café no Brasil registrou queda de 2,31% em 2025 devido à alta de preços, enquanto a receita da indústria cresceu 25,6%, com expectativa de estabilidade em 2026.

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Foto: Agência Brasil - EBC
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29/01 às 16:44 · atualizado há 5m

Pontos principais

  • O consumo de café no Brasil recuou 2,31% entre novembro de 2024 e outubro de 2025, totalizando 21,4 milhões de sacas de 60 kg, a primeira queda anual desde 2022.
  • Apesar da redução no consumo, o faturamento da indústria de café no Brasil subiu 25,6%, atingindo R$ 46,24 bilhões, impulsionado pelo aumento dos preços.
  • O preço médio do café torrado no varejo do Sudeste chegou a mais de R$70/quilo em julho de 2025, antes de recuar para quase R$60/quilo no final do ano.
  • A Abic atribui a instabilidade dos preços a variações climáticas, produção insuficiente e baixos estoques, projetando estabilidade para 2026.
  • O Brasil se mantém como o segundo maior consumidor global de café, atrás dos EUA, e lidera em consumo per capita, com 1,4 mil xícaras por ano.

O consumo de café no Brasil registrou uma queda de 2,31% entre novembro de 2024 e outubro de 2025, totalizando 21,4 milhões de sacas de 60 kg. Essa retração, a primeira desde 2022, é atribuída principalmente ao aumento de 5,8% nos preços ao consumidor, reflexo da valorização de 201% (conilon) e 212% (arábica) na matéria-prima nos últimos cinco anos. Apesar da queda, o Brasil mantém-se como o segundo maior consumidor mundial e líder em consumo per capita, com 1,4 mil xícaras por ano.

Contrariando a queda no consumo, o faturamento da indústria de café no Brasil apresentou um crescimento significativo de 25,6% no mesmo período, alcançando R$ 46,24 bilhões, impulsionado pelos preços elevados. A Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) explica que a instabilidade dos preços em 2024 e 2025 foi causada por variações climáticas, produção insuficiente e baixos estoques, projetando um cenário mais equilibrado para 2026 com uma safra melhor. No entanto, reduções substanciais para o consumidor só devem ocorrer em duas safras, devido aos baixos estoques globais.

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