Consumo de café no Brasil cresce 2,44% em 2026 apesar de impasse nas vendas
O consumo interno de café subiu no início de 2026, mas produtores retêm estoques devido a divergências de preços com o mercado internacional.
Pontos principais
- O consumo brasileiro atingiu 4,9 milhões de sacas entre janeiro e abril de 2026, impulsionado pela queda de 15,51% no preço do café tradicional.
- A Conab projeta safra recorde de 66,7 milhões de sacas, embora produtores de Minas Gerais questionem se o volume superará o recorde de 2020.
- Cooperativas relatam exportações travadas devido a um impasse comercial entre os preços oferecidos por compradores externos e as expectativas dos cafeicultores.
- Produtores, mais capitalizados após anos de alta nos preços, priorizam o mercado interno enquanto aguardam melhores margens para negociar a nova colheita.
O mercado brasileiro de café apresenta um cenário de contrastes no primeiro quadrimestre de 2026. Enquanto o consumo interno cresceu 2,44%, totalizando 4,9 milhões de sacas devido à maior acessibilidade do café tradicional, o setor enfrenta um impasse comercial nas exportações. Produtores de Minas Gerais, mais capitalizados após períodos de preços recordes, estão retendo estoques em armazéns. A estratégia ocorre devido a uma divergência entre os valores oferecidos por compradores internacionais e as expectativas de lucro dos cafeicultores, o que tem travado o fluxo de vendas externas em cooperativas como a Cooxupé e a Cocatrel. Paralelamente, persiste um debate sobre a dimensão da safra de 2026: embora a Conab estime um recorde de 66,7 milhões de sacas, produtores divergem sobre a possibilidade de o volume superar a marca histórica de 2020, mantendo o mercado em compasso de espera.
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