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Shein perde US$ 5 bilhões em valor de mercado após IPO em Hong Kong

A varejista registrou uma das piores estreias na bolsa de Hong Kong, com queda de 19% nas ações e preocupações sobre sua rentabilidade futura.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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07/09 às 06:30, atualizado 15:01

Pontos principais

  • A Shein perdeu cerca de US$ 5 bilhões em valor de mercado na primeira semana após seu IPO.
  • O valor de mercado da companhia recuou de US$ 26 bilhões para aproximadamente US$ 21 bilhões.
  • As ações da empresa registraram uma queda de 19% em relação ao preço inicial de oferta.
  • A varejista reportou um prejuízo de US$ 99 milhões no primeiro trimestre de 2026.
  • O resultado contrasta com o lucro de US$ 395 milhões obtido no mesmo período do ano anterior.
  • O desempenho é o segundo pior entre listagens de grande porte na bolsa de Hong Kong.
  • Analistas citam tarifas, custos logísticos e concorrência como fatores para a desvalorização.

A Shein Global Holdings Ltd. enfrentou uma estreia desafiadora na bolsa de Hong Kong, encerrando sua primeira semana de negociações com uma perda de aproximadamente US$ 5 bilhões em valor de mercado. O recuo, que levou a avaliação da empresa de US$ 26 bilhões para cerca de US$ 21 bilhões, representa uma das piores performances de abertura para uma listagem de grande porte no mercado asiático, ficando atrás apenas da Baidu Inc. em termos de desvalorização inicial.

O pessimismo dos investidores é impulsionado por uma mudança nos fundamentos financeiros da companhia. No primeiro trimestre de 2026, a Shein reportou um prejuízo de US$ 99 milhões, um contraste acentuado com o lucro de US$ 395 milhões registrado no mesmo período do ano anterior. Especialistas do setor apontam que a desaceleração do crescimento e a pressão sobre a rentabilidade são agravadas por desafios estruturais, incluindo o aumento de tarifas internacionais, custos logísticos elevados e uma concorrência intensificada no segmento de fast fashion.

Além dos fatores operacionais, a recepção negativa reflete uma mudança de preferência no mercado de capitais, com investidores migrando recursos para setores considerados de maior potencial de crescimento, como inteligência artificial e robótica. A capacidade da empresa de reverter esse cenário dependerá de sua eficiência em otimizar a cadeia de suprimentos e sustentar margens em um ambiente macroeconômico cada vez mais rigoroso.

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