Shein cai 10% na estreia em Hong Kong, mas fecha quase estável
A varejista de moda chegou a cair 10% no início do pregão de estreia em Hong Kong, mas recuperou a maior parte das perdas e fechou a HK$ 48,00, queda de cerca de 1,2% frente ao preço do IPO, segundo dados da HKEX.
Pontos principais
- As ações abriram a HK$ 48,56, o mesmo valor do preço do IPO, e chegaram a cair 10%, tocando a mínima de HK$ 43,72 nos primeiros negócios.
- Os papéis recuperaram a maior parte da perda ao longo do pregão e fecharam a HK$ 48,00, terminando o primeiro dia de negociação com queda de cerca de 1,2% ante o IPO.
- O volume negociado somou 43,29 milhões de ações, com giro financeiro de HK$ 2,00 bilhões, segundo a Bolsa de Hong Kong (HKEX).
- O valor de mercado da Shein encerrou o pregão em HK$ 202,87 bilhões (cerca de US$ 26 bilhões).
- A oferta pública inicial levantou US$ 1,7 bilhão.
- A empresa registrou prejuízo de US$ 99 milhões no primeiro trimestre de 2026.
- O resultado negativo contrasta com o lucro de US$ 395 milhões obtido no mesmo período do ano anterior.
- A Shein enfrenta forte concorrência de gigantes como PDD e Alibaba no mercado asiático.
- A companhia lida com pressões por tarifas comerciais e escrutínio regulatório nos EUA e na Europa.
- Investidores-âncora e fundadores estão sujeitos a períodos de lock-up de seis a 24 meses.
As ações da varejista de fast-fashion Shein abriram a HK$ 48,56 em sua estreia na Bolsa de Valores de Hong Kong, o mesmo valor do preço do IPO, e chegaram a cair 10% nos primeiros negócios, tocando a mínima de HK$ 43,72. Ao longo do pregão os papéis recuperaram a maior parte da perda e fecharam a HK$ 48,00, terminando o dia com queda de cerca de 1,2% ante o preço do IPO, segundo dados da Bolsa de Hong Kong (HKEX). O volume somou 43,29 milhões de ações negociadas, giro financeiro de HK$ 2,00 bilhões e valor de mercado ao fim do pregão de HK$ 202,87 bilhões (cerca de US$ 26 bilhões).
O IPO, que levantou US$ 1,7 bilhão, encerra um longo período de tentativas frustradas de listagem em praças como Nova York e Londres, marcadas por incertezas regulatórias e geopolíticas.
O tombo inicial refletiu a cautela dos investidores diante da deterioração financeira da companhia, que reportou prejuízo de US$ 99 milhões no primeiro trimestre de 2026, reversão frente ao lucro de US$ 395 milhões do mesmo período do ano anterior. A Shein enfrenta ainda concorrência direta de PDD e Alibaba, além de maior rigor regulatório e barreiras tarifárias em mercados ocidentais. Apesar da recuperação ao longo do pregão, a estreia reforça os desafios da empresa para sustentar seu valuation.
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