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Ações da Shein caem 10% em estreia na Bolsa de Hong Kong

Após longo processo de IPO, a varejista Shein estreou na Bolsa de Hong Kong com queda de 10% durante o pregão, fechando o dia com valor de mercado de US$ 26 bilhões.

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Foto: Times Brasil
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31/08 às 23:31, atualizado 01/09 às 10:02

Pontos principais

  • As ações da Shein abriram o pregão na Bolsa de Hong Kong cotadas a HK$ 48,56, valor definido no IPO.
  • Durante a sessão de estreia, o papel atingiu uma mínima intradiária de HK$ 43,72, representando uma queda de 10%.
  • A oferta pública inicial da companhia arrecadou US$ 1,7 bilhão, avaliando a empresa em cerca de US$ 26 bilhões.
  • Ao final do primeiro dia de negociações, a empresa registrou um volume de 41,31 milhões de ações negociadas.
  • O giro financeiro total da estreia atingiu HK$ 1,90 bilhão, com valor de mercado final de HK$ 199,32 bilhões.
  • A listagem em Hong Kong ocorre após tentativas frustradas de abertura de capital nos Estados Unidos e no Reino Unido.
  • A empresa reportou um prejuízo de US$ 99 milhões no primeiro trimestre de 2026, revertendo o lucro de US$ 395 milhões do ano anterior.
  • O modelo de negócios da varejista enfrenta pressões regulatórias e o fim de regras de importação facilitada nos EUA e Europa.
  • A Shein enfrenta concorrência acirrada de plataformas como Temu e Alibaba, além de um cenário macroeconômico de juros elevados.

A varejista de fast-fashion Shein realizou sua aguardada estreia na Bolsa de Valores de Hong Kong nesta terça-feira, 1º de setembro de 2026, sob um cenário de cautela dos investidores. Segundo dados da HKEX, as ações da companhia abriram o pregão a HK$ 48,56, mesmo valor fixado no IPO, mas sofreram forte pressão vendedora logo no início, atingindo uma mínima intradiária de HK$ 43,72. O recuo de 10% reflete a desconfiança do mercado em relação ao valuation atual da empresa, que, embora tenha captado US$ 1,7 bilhão, está significativamente abaixo das expectativas de crescimento que a companhia ostentava em anos anteriores.

O desempenho inicial da Shein no mercado financeiro ocorre após um longo e conturbado processo de listagem, que incluiu tentativas frustradas de abertura de capital em Nova York e Londres. A empresa, que já chegou a ser avaliada em patamares próximos a US$ 100 bilhões no mercado privado, viu seu valor de mercado ser fixado em US$ 26 bilhões nesta oferta pública. O volume de negociação no primeiro dia foi de 41,31 milhões de ações, totalizando um giro financeiro de HK$ 1,90 bilhão, enquanto o valor de mercado ao final do pregão foi registrado em HK$ 199,32 bilhões.

Analistas apontam que a recepção morna na bolsa é reflexo de desafios estruturais que a varejista enfrenta. A empresa reportou um prejuízo de US$ 99 milhões no primeiro trimestre de 2026, um contraste acentuado com o lucro de US$ 395 milhões registrado no mesmo período do ano anterior. Além da desaceleração financeira, a Shein lida com um ambiente regulatório mais rigoroso, incluindo o fim de regras de importação de baixo valor (de minimis) nos Estados Unidos e na União Europeia, o que impacta diretamente seu modelo de exportação direta da China.

O contexto macroeconômico também pesou sobre a estreia, com bolsas asiáticas pressionadas pelo aumento dos preços do petróleo e incertezas sobre a política de juros. A concorrência agressiva de plataformas como Temu e Alibaba, somada à necessidade de adaptação a novas tarifas comerciais, coloca a Shein em uma posição de transição. Para os investidores, o foco agora recai sobre a capacidade da empresa de manter sua relevância global e reverter os resultados negativos recentes, enquanto fundadores e investidores-âncora permanecem sujeitos a períodos de lock-up que variam de seis a 24 meses.

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