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Shein arrecada US$ 1,7 bilhão em estreia na Bolsa de Hong Kong

A Shein fixou o preço final do IPO em HK$ 48,56 por ação, abaixo do teto de HK$ 49,50, avaliando a varejista em cerca de US$ 26,3 bilhões, bem abaixo do pico de quase US$ 100 bilhões atingido em 2022.

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Foto: G1 - Economia
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01/09 às 11:32 · atualizado 13:03

Pontos principais

  • A Shein fixou o preço final da oferta em HK$ 48,56 por ação, abaixo do teto de HK$ 49,50, arrecadando HK$ 13.596,4 milhões em receita bruta (cerca de US$ 1,7 bilhão) e HK$ 13.214,1 milhões líquidos, após despesas de listagem de HK$ 382,3 milhões.
  • Com 4.246.202.609 ações Classe B em circulação após a listagem, o preço final implica avaliação de mercado de cerca de HK$ 206,2 bilhões (US$ 26,3 bilhões), ante quase US$ 100 bilhões em 2022.
  • A oferta de varejo em Hong Kong (27.999.300 ações) foi 5,63 vezes subscrita; a tranche internacional (251.993.200 ações, distribuídas a 106 investidores institucionais) teve demanda de 2,59 vezes.
  • Investidores-âncora, entre eles General Atlantic, Internet Fund IIIA, Huang River, Greenwoods Asset Management, Taikang Life Insurance e UBS Asset Management, ficaram com 22,1% da oferta, o equivalente a 61,89 milhões de ações.
  • A própria bolsa alertou, no comunicado de resultado da oferta, que a alta concentração acionária poderia causar oscilações bruscas de preço mesmo com poucos papéis negociados.
  • As ações chegaram a cair 10% na abertura do pregão e fecharam o primeiro dia com leve baixa de 0,1%.
  • A companhia enfrentou dificuldades regulatórias para listar as ações nos Estados Unidos e em Londres antes de optar por Hong Kong.
  • A receita líquida da varejista caiu 39% em 2025, e a empresa registrou prejuízo de US$ 99 milhões no primeiro trimestre de 2026.

A gigante do fast-fashion Shein estreou na Bolsa de Hong Kong nesta terça-feira (1), sob o código 00625, após fixar o preço final da oferta em HK$ 48,56 por ação, abaixo do teto de HK$ 49,50. A operação levantou HK$ 13,6 bilhões em receita bruta (cerca de US$ 1,7 bilhão) e, com 4,25 bilhões de ações Classe B em circulação após a listagem, o preço final implica avaliação de mercado de aproximadamente US$ 26,3 bilhões, bem abaixo dos quase US$ 100 bilhões alcançados em rodadas de financiamento privado em 2022.

A demanda superou a oferta nas duas tranches, segundo o comunicado de resultado publicado pela bolsa, que também alertou que a alta concentração do capital acionário poderia levar a oscilações acentuadas de preço mesmo com poucos papéis negociados. O aviso se confirmou na abertura do pregão, quando os papéis chegaram a cair 10%, antes de fechar o dia com leve baixa de 0,1%.

A listagem em Hong Kong ocorre após a empresa enfrentar barreiras regulatórias e geopolíticas que impediram planos anteriores de abrir capital em Nova York e Londres. Além da pressão por transparência, a Shein lida com concorrência acirrada de Temu e AliExpress, tarifas internacionais mais altas e custos operacionais elevados. Com queda de 39% na receita líquida em 2025 e prejuízo de US$ 99 milhões no início de 2026, a empresa busca consolidar sua posição no mercado asiático em meio às tensões comerciais globais que afetam seu modelo de negócios baseado em preços baixos.

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