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Shein planeja IPO de US$ 27 bilhões na Bolsa de Hong Kong

A varejista de fast-fashion Shein estreará na Bolsa de Hong Kong em 1º de setembro, buscando captar US$ 1,77 bilhão com um valuation de US$ 27 bilhões.

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Foto: Times Brasil
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24/08 às 02:15 · atualizado 08:49

Pontos principais

  • A Shein ofertará 280 milhões de ações classe B, com preços entre 47,60 e 49,50 dólares de Hong Kong por unidade.
  • O preço final da oferta será definido em 31 de agosto, com início das negociações previsto para o dia seguinte.
  • A avaliação de US$ 27 bilhões representa uma queda significativa em relação aos US$ 98,2 bilhões registrados em 2022.
  • A empresa obteve aprovação da Comissão Reguladora de Valores Mobiliários da China após tentativas anteriores em Londres e Nova York.
  • Os recursos captados serão destinados a investimentos em infraestrutura tecnológica, inteligência artificial e expansão global.
  • O desempenho financeiro recente foi afetado pela desaceleração da receita e pela perda de isenções tarifárias nos EUA.
  • Entre os principais investidores da companhia estão nomes como Tencent, General Atlantic e Tiger Global.

A varejista de fast-fashion Shein oficializou seus planos para uma oferta pública inicial (IPO) na Bolsa de Valores de Hong Kong, com estreia marcada para 1º de setembro. A operação visa captar cerca de US$ 1,77 bilhão por meio da venda de 280 milhões de ações classe B. O movimento ocorre após a empresa receber a aprovação das autoridades regulatórias chinesas, superando tentativas frustradas de realizar a listagem em mercados como Londres e Nova York. A companhia pretende utilizar o capital levantado para fortalecer sua infraestrutura tecnológica, aprimorar o uso de inteligência artificial e análise de dados, além de impulsionar sua estratégia de expansão global.

O valuation de US$ 27 bilhões estabelecido para a oferta reflete uma redução acentuada em comparação aos US$ 98,2 bilhões avaliados em 2022. Analistas apontam que essa desvalorização é consequência de um cenário de mercado mais rigoroso, marcado pela desaceleração no crescimento da receita e pelo aumento do escrutínio sobre o impacto ambiental e as práticas operacionais da empresa. Além disso, a perda de isenções de tarifas de importação nos Estados Unidos pressionou os resultados financeiros da varejista, que agora busca na bolsa de Hong Kong uma alternativa para consolidar sua estrutura de capital com o apoio de investidores como Tencent, General Atlantic e Tiger Global.

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