Lula associa voto de 2026 à soberania nacional em meio a tensões com EUA
Presidente associou o voto de 2026 à soberania nacional em vídeo de campanha que contrapõe declarações do senador Flávio Bolsonaro sobre as tarifas dos EUA a um pronunciamento em cadeia nacional pelo 7 de Setembro.
Pontos principais
- Na véspera do 7 de Setembro, a coligação "Brasil pronto pra mais" (PSB/PDT/Federação Fé Brasil-PT/PCdoB/PV/Federação PSOL-Rede) publicou no X um vídeo de propaganda eleitoral com a legenda: "esse ano o seu voto define se teremos um Brasil que se levanta [...] ou um país que se apequena para outros países".
- O vídeo contrapõe falas do senador Flávio Bolsonaro, que diz que o Brasil "não está em condições de exigir nada" do governo Trump e que o americano "vai fazer o que ele quiser, independente da nossa vontade", a fotos dele ao lado de Donald Trump, Javier Milei e Benjamin Netanyahu.
- Em outro trecho, um comentarista defende trocar o Pix pelo Zelle americano como moeda de negociação com os EUA; Lula rebate: "O Pix é do Brasil. É público, é gratuito, e vai continuar assim", e chama os críticos de "traidores da pátria".
- A disputa comercial ocorre após tarifas de 25% e 12,5% impostas pelo governo de Donald Trump a produtos brasileiros.
- No pronunciamento em cadeia nacional pelo 7 de Setembro, o terceiro do tipo em 2026 e com 3min43s (mais curto que os dois anteriores), Lula disse que o país "não somos colônia e não seremos colônia de ninguém".
- Citou a segunda maior reserva de terras raras do mundo, a maior fonte de água doce do planeta e uma nova reserva de petróleo descoberta no mês anterior como riquezas a serviço do desenvolvimento nacional.
- Mencionou o marco legal de minerais críticos e terras raras aprovado pelo Congresso Nacional como caminho para gerar tecnologia e empregos no país.
- O pronunciamento foi autorizado pelo ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, por entender que a data possui significado institucional autônomo.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) uniu um vídeo de propaganda eleitoral nas redes sociais a um pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV para associar o voto nas eleições presidenciais de 2026 à defesa da soberania nacional, na véspera do 7 de Setembro. No X, a coligação "Brasil pronto pra mais" (PSB/PDT/Federação Fé Brasil-PT/PCdoB/PV/Federação PSOL-Rede) publicou peça que resume a disputa em "dois lados": de um lado, o senador Flávio Bolsonaro dizendo que o Brasil "não está em condições de exigir nada" do governo Trump e que o americano "vai fazer o que ele quiser, independente da nossa vontade", ilustrado com fotos dele ao lado de Trump, Javier Milei e Benjamin Netanyahu; de outro, Lula defendendo o Pix diante da sugestão de um comentarista de trocá-lo pelo Zelle americano como moeda de negociação com os EUA. "O Pix é do Brasil. É público, é gratuito, e vai continuar assim", diz Lula na peça, que também o mostra chamando os críticos de "traidores da pátria". A estratégia ocorre em meio ao acirramento comercial com os Estados Unidos, que impuseram tarifas de 25% e 12,5% sobre produtos brasileiros.
No pronunciamento em cadeia nacional, o terceiro do tipo em 2026, com 3min43s e mais curto que os dois anteriores, Lula afirmou que o país "não pode baixar a cabeça diante de potências estrangeiras que querem transformar o Brasil novamente em colônia" e que "não somos colônia e não seremos colônia de ninguém". A fala, autorizada pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, por entender que a data tem significado institucional autônomo, citou a segunda maior reserva de terras raras do mundo, a maior fonte de água doce do planeta e uma nova reserva de petróleo descoberta no mês anterior. O presidente mencionou ainda o marco legal de minerais críticos e terras raras aprovado pelo Congresso Nacional como caminho para gerar tecnologia e empregos, e disse que "nenhum governante estrangeiro tem o direito de dizer de quem podemos comprar e para quem podemos vender".
Fontes primárias
Post de Lula sobre o voto de 2026 e a soberania nacional
Na véspera do 7 de Setembro, Lula publica peça de propaganda eleitoral da coligação 'Brasil pronto pra mais' (PSB/PDT/Federação Fé Brasil-PT/PCdoB/PV/Federação PSOL-REDE) com a legenda: 'Amanhã é dia 7 de setembro, Independência do Brasil. Um dia fundamental para a gente lembrar que esse ano o seu voto define se teremos um Brasil que se levanta para proteger a nação ou um país que se apequena para outros países.' O vídeo contrapõe declarações de Flávio Bolsonaro — como 'God bless America' e a fala de que o Brasil 'não está em condições de exigir nada' diante do tarifaço dos EUA — a imagens do próprio Lula defendendo o Pix contra tentativas de privatização, associando diretamente o voto na eleição de 2026 à defesa da soberania nacional em meio às tensões comerciais com Washington.
Íntegra e vídeo do pronunciamento em cadeia nacional de Lula pelo 7 de Setembro
No pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV autorizado pelo TSE na véspera do 7 de Setembro, Lula afirma: 'não podemos baixar a cabeça diante de potências estrangeiras que querem transformar novamente o Brasil em colônia. Não somos colônia e não seremos colônia de ninguém.' Cita as reservas de terras raras, petróleo e água doce do país e defende que sejam usadas para gerar desenvolvimento, tecnologia e empregos no Brasil. Diz que 'nenhum governante estrangeiro tem o direito de dizer de quem podemos comprar e para quem podemos vender' e reafirma que as decisões do país 'pertencem a nós e a mais ninguém', no contexto do tarifaço americano.
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Agência Brasil - EBC • 6 set, 21:13
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