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Economia brasileira deve crescer 2% em 2026, projeta Gesner Oliveira

Mesmo com a desaceleração provocada pelos juros altos e o endividamento das famílias, a economia nacional mantém projeção de crescimento de 2% em 2026.

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Foto: Times Brasil
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18/08 às 10:15, atualizado 20:32

Pontos principais

  • O economista Gesner Oliveira estima alta de 2% no PIB para 2026, apesar do cenário de restrição monetária.
  • O IBC-Br, indicador que antecipa o PIB, apresentou queda de 0,64% em junho, embora o segundo trimestre tenha fechado com alta de 0,18%.
  • O consumo e o investimento seguem limitados pelo alto custo do crédito e pelo endividamento de famílias e empresas.
  • O setor agropecuário e a resiliência do mercado de trabalho são apontados como fatores que sustentam a atividade econômica.
  • A indústria de transformação enfrenta desafios adicionais devido à pressão internacional e à concorrência chinesa.

A economia brasileira deve encerrar 2026 com um crescimento de 2%, segundo projeção do economista Gesner Oliveira. O desempenho ocorre em um cenário de desaceleração, influenciado diretamente pelos juros elevados e pelo nível de endividamento de famílias e empresas, que restringem o consumo e a capacidade de investimento no país. Embora o IBC-Br tenha registrado uma queda de 0,64% em junho, o segundo trimestre ainda apresentou um avanço de 0,18%, indicando uma atividade econômica que, apesar de contida, mantém resiliência. O setor agropecuário e a força do mercado de trabalho têm sido fundamentais para evitar uma retração mais acentuada. O cenário macroeconômico, contudo, permanece complexo. Especialistas alertam que o desequilíbrio das contas públicas e a volatilidade nos preços do petróleo, impulsionada por tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã, podem pressionar a inflação e forçar a manutenção de juros reais elevados por um período mais longo. Essa política monetária restritiva, somada à pressão competitiva da indústria chinesa sobre o setor de transformação nacional, impõe desafios estruturais que limitam o potencial de expansão do PIB nos próximos anos.

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