Importadores europeus antecipam compra de frango brasileiro antes de veto
Compradores da União Europeia elevaram pedidos de carne de frango do Brasil para recompor estoques antes da entrada em vigor de restrições sanitárias sobre o uso de antimicrobianos.
Pontos principais
- Exportações de frango do Brasil para o bloco europeu cresceram 73% entre janeiro e julho de 2026.
- A antecipação de pedidos ocorreu devido à expectativa de bloqueio e problemas produtivos na Europa, como gripe aviária.
- O Brasil suspendeu a emissão de novas certificações para o mercado europeu a partir desta quinta-feira.
- Lotes que já possuíam certificação antes da medida restritiva ainda podem ser embarcados para o bloco.
- A restrição da União Europeia, iniciada em 3 de setembro, abrange diversos produtos de origem animal.
- O governo brasileiro contesta a decisão, alegando que os protocolos nacionais de controle de antimicrobianos já atendem aos requisitos exigidos.
- Uma missão técnica europeia realiza auditorias no Brasil para avaliar as cadeias produtivas de frango e mel.
Importadores europeus intensificaram as compras de carne de frango brasileira nos meses que antecederam a entrada em vigor das novas restrições da União Europeia. O movimento de antecipação, que resultou em um aumento de 73% nas exportações do setor entre janeiro e julho de 2026, visava recompor estoques e mitigar os impactos de uma possível interrupção no fornecimento, agravada por desafios produtivos locais no continente europeu, como surtos de gripe aviária e quebras de safra.
A partir desta quinta-feira, o Brasil suspendeu a emissão de novas certificações para o mercado europeu, em conformidade com o veto que abrange carne bovina, suína, de frango, mel, pescados e ovos. A medida foi motivada por divergências técnicas sobre os mecanismos de controle do uso de substâncias antimicrobianas na produção nacional. Embora o governo brasileiro conteste a decisão e defenda a eficácia de seus protocolos de rastreabilidade, o impasse impacta cerca de US$ 1,84 bilhão em exportações anuais. Atualmente, uma missão técnica da União Europeia realiza auditorias no Brasil, e a retomada das exportações depende da análise desses resultados e da comprovação de conformidade com as normas do bloco.
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