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Brasil negocia para evitar embargo da UE a carnes de US$ 1,8 bilhão

Governo brasileiro nega pedido de flexibilização sanitária e aguarda análise europeia para evitar suspensão de exportações até setembro.

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Foto: InvestNews
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23/07 às 11:02 · atualizado 17:15

Pontos principais

  • O Brasil corre contra o prazo de 3 de setembro para adequar a pecuária às novas exigências da União Europeia sobre o uso de antimicrobianos.
  • O embargo ameaça US$ 1,8 bilhão em exportações anuais de carne bovina e de aves.
  • O Ministério da Agricultura nega ter solicitado flexibilização das normas, afirmando ter enviado garantias técnicas de fiscalização.
  • O país foi removido da lista de exportadores autorizados em junho, gerando incerteza sobre a continuidade das vendas ao bloco.

O governo brasileiro intensificou as negociações diplomáticas com a União Europeia para evitar a proibição das exportações de carnes e produtos animais, que coloca em risco cerca de US$ 1,8 bilhão em receitas anuais. O impasse está atrelado ao cumprimento de novas exigências sanitárias europeias sobre o uso de antimicrobianos na pecuária. O Brasil, maior exportador mundial do setor, tem até o dia 3 de setembro para comprovar a conformidade com as normas e retomar o acesso pleno ao mercado europeu.

Em nota, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) negou que tenha solicitado qualquer flexibilização das regras sanitárias ao bloco. Segundo a pasta, o governo enviou garantias técnicas detalhando os mecanismos de fiscalização e rastreabilidade adotados no país e aguarda agora a análise da documentação pelas autoridades europeias. A divergência central permanece sobre a forma de comprovação dessas exigências durante o ciclo produtivo. Caso as restrições sejam mantidas, o setor estuda redirecionar a produção para mercados como Reino Unido, México e Oriente Médio.

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