Brasil negocia para evitar embargo da UE a carnes de US$ 1,8 bilhão
O governo brasileiro busca cumprir novas normas sanitárias europeias até setembro para manter exportações de carne bovina e de aves.
Pontos principais
- O Brasil corre contra o prazo de 3 de setembro para adequar a pecuária às novas exigências da União Europeia sobre o uso de antimicrobianos.
- O embargo ameaça US$ 1,8 bilhão em exportações anuais de carne bovina e de aves.
- O país foi excluído da lista de exportadores autorizados em maio, gerando preocupação na Abiec e em grandes frigoríficos.
- Caso as restrições sejam mantidas, o setor estuda redirecionar a produção para mercados como Reino Unido, México e Oriente Médio.
O governo brasileiro intensificou as negociações diplomáticas com a União Europeia para evitar a proibição das exportações de carnes e produtos animais. A medida, que coloca em risco cerca de US$ 1,8 bilhão em receitas anuais, está atrelada ao descumprimento de novas exigências sanitárias europeias relacionadas ao uso de antimicrobianos na pecuária. O Brasil, maior exportador mundial de carne bovina e de aves, tem até o dia 3 de setembro para comprovar a conformidade com as normas e retomar o acesso pleno ao bloco. Representantes do setor, como a Abiec, alertam para a dificuldade de adaptação imediata, enquanto analistas do Rabobank sugerem que, caso o embargo se concretize, o país precisará buscar alternativas comerciais em mercados como o Reino Unido, México e Oriente Médio para escoar a produção.
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