CNA pede reação do governo contra embargo da União Europeia à carne
A entidade solicita ao Itamaraty medidas de retaliação após a UE suspender importações de produtos de origem animal por normas de antimicrobianos.
Pontos principais
- A União Europeia suspendeu a compra de carnes brasileiras alegando descumprimento de novas normas sobre antimicrobianos.
- A CNA enviou ofício ao chanceler Mauro Vieira solicitando o acionamento do Mecanismo de Reequilíbrio de Concessões.
- O setor exportou cerca de US$ 1,8 bilhão em carnes bovina e de frango para o bloco europeu no último ano.
- A entidade busca apoio do Legislativo para realizar audiências públicas e pressionar por uma solução diplomática.
- A CNA também solicitou ao Ministério da Agricultura uma investigação sobre a qualidade de azeites de oliva importados da Europa.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) solicitou formalmente ao Itamaraty uma reação imediata contra a decisão da União Europeia de suspender a importação de produtos de origem animal brasileiros. A medida do bloco europeu, que entra em vigor nesta quinta-feira, baseia-se em novas exigências sobre o uso de substâncias antimicrobianas na produção. Para a CNA, a restrição representa uma distorção injustificada que impacta severamente o agronegócio nacional, responsável por exportar US$ 1,8 bilhão em carnes para o mercado europeu no ano passado. A entidade defende o acionamento do Mecanismo de Reequilíbrio de Concessões para buscar compensações comerciais e mobiliza o Senado para debater o tema. Paralelamente, a CNA pediu ao Ministério da Agricultura uma fiscalização rigorosa sobre a qualidade dos azeites de oliva importados do bloco europeu, em uma sinalização de possível retaliação comercial.
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