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Senadores protocolam novos pedidos de impeachment contra Alexandre de Moraes

Parlamentares da oposição apresentaram novos pedidos de impeachment contra o ministro do STF, citando supostas irregularidades em contratos e mensagens.

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Foto: Folha de São Paulo - Política
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01/09 às 14:40, atualizado 09/09 às 07:10

Pontos principais

  • O senador Carlos Viana (PSD-MG) protocolou um pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes.
  • A senadora Damares Alves também apresentou solicitação formal e pediu a renúncia do magistrado.
  • Os pedidos baseiam-se em documentos da Polícia Federal sobre o caso do Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro.
  • Investigações apontam para um suposto contrato de R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório de advocacia da esposa do ministro.
  • Mensagens reveladas sugerem que o ministro teria tentado intervir em ações da Polícia Federal em favor de Vorcaro.
  • O senador Carlos Viana ameaçou pedir o afastamento do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, caso o processo seja engavetado.
  • O senador Carlos Portinho confirmou que assinará um novo pedido e defende a obstrução das atividades legislativas.
  • O senador Cleitinho Azevedo suspendeu sua campanha eleitoral para protocolar pessoalmente o pedido junto à presidência do Senado.
  • O total de pedidos de impeachment contra o ministro do STF já ultrapassa a marca de 50 solicitações no Senado.
  • Parlamentares solicitaram que Viviane Barci de Moraes, Daniel Vorcaro e o procurador-geral Paulo Gonet prestem esclarecimentos.

Uma nova ofensiva da oposição no Senado Federal intensificou a pressão pelo impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Nos últimos dias, diversos parlamentares, incluindo Carlos Viana (PSD-MG), Damares Alves e Cleitinho Azevedo, protocolaram formalmente novos pedidos de afastamento do magistrado. A iniciativa ocorre após a divulgação de documentos da Polícia Federal, tornados públicos por decisão do ministro André Mendonça, que revelam diálogos e minutas de contratos envolvendo o Banco Master e o controlador Daniel Vorcaro. Os senadores argumentam que os fatos configuram possíveis irregularidades que demandam investigação rigorosa por parte da Casa. O cerne da denúncia reside em um suposto contrato de R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, além de mensagens que indicariam uma tentativa de interferência em diligências da Polícia Federal. Segundo os parlamentares, o conteúdo das comunicações sugere que o ex-banqueiro teria buscado orientação jurídica e política junto ao ministro sobre investigações em curso. Diante das revelações, a oposição tem cobrado uma postura ativa da presidência do Senado, sob o comando de Davi Alcolumbre. O senador Carlos Viana, em tom de ultimato, afirmou que buscará o afastamento de Alcolumbre caso o pedido de impeachment seja mantido na gaveta, sem o devido processamento constitucional. Outros parlamentares, como Carlos Portinho, defendem a obstrução das pautas legislativas como forma de forçar o avanço da análise dos pedidos. Apesar da mobilização, o cenário no Senado permanece complexo. A oposição enfrenta resistência significativa por parte do centrão e de aliados do governo, além da dificuldade em angariar o número de votos necessários para viabilizar um processo de impeachment. O presidente do Senado tem sido apontado como o principal obstáculo para o andamento das solicitações, mantendo uma postura cautelosa diante da crise institucional. A expectativa agora recai sobre a decisão da Mesa Diretora do Senado quanto ao encaminhamento dos requerimentos. Enquanto a oposição articula novas estratégias de pressão, incluindo pedidos de depoimentos de figuras centrais do caso, como o próprio Daniel Vorcaro e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, o debate sobre a conduta do ministro do STF continua a dominar as discussões no Congresso Nacional, evidenciando a profunda divisão política sobre o tema.

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