PIB brasileiro cresce 0,5% no segundo trimestre de 2026
A economia brasileira desacelerou no segundo trimestre, pressionada por setores sensíveis aos juros, levando analistas a revisarem projeções para baixo.
Pontos principais
- O PIB do Brasil avançou 0,5% no segundo trimestre de 2026, ante alta de 1,1% no primeiro trimestre.
- O resultado foi impulsionado pela agropecuária e indústria extrativa, enquanto consumo e construção civil recuaram.
- Analistas financeiros revisaram para baixo as projeções de crescimento para 2026 e 2027.
- A XP projeta que a taxa Selic encerre 2026 em 13,25%, com cortes graduais previstos para 2027.
O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil registrou um crescimento de 0,5% no segundo trimestre de 2026, conforme dados divulgados pelo IBGE em 1º de setembro. O resultado aponta uma desaceleração significativa em comparação à alta de 1,1% observada no primeiro trimestre do ano, evidenciando uma perda de tração na atividade econômica nacional. Enquanto a agropecuária e a indústria extrativa mineral sustentaram o desempenho positivo no período, setores historicamente mais dependentes de crédito, como o consumo das famílias e a construção civil, apresentaram retração, refletindo a sensibilidade da economia ao atual patamar de juros.
A fragilidade observada levou instituições financeiras a revisarem suas expectativas de crescimento para o restante de 2026 e para 2027. Analistas do mercado financeiro avaliam que a política monetária restritiva está impactando a demanda interna de forma mais acentuada do que o previsto inicialmente, aumentando o risco de estagnação para o segundo semestre. Diante desse cenário, a XP projeta que a taxa Selic encerre 2026 em 13,25%, com uma trajetória de cortes sucessivos de 0,25 ponto percentual ao longo de 2027, na tentativa de equilibrar o controle da inflação com a necessidade de estimular a retomada do crescimento econômico.
