PIB brasileiro cresce 0,5% no segundo trimestre de 2026
A economia brasileira superou expectativas no segundo trimestre, mas o aumento de estoques e a queda no consumo das famílias geram cautela.
Pontos principais
- O PIB brasileiro registrou alta de 0,5% no segundo trimestre de 2026, superando a projeção de 0,3% da EQI Investimentos.
- A agropecuária foi o principal motor de crescimento, impulsionada pela produtividade e pela produção doméstica de grãos.
- O acúmulo de estoques e a redução no consumo das famílias sinalizam uma possível perda de fôlego econômico para o segundo semestre.
- A inadimplência e o endividamento das famílias reforçam a necessidade de cautela na análise do cenário macroeconômico.
- A EQI Investimentos mantém a projeção da taxa Selic em 13,75% ao final de 2026, citando riscos inflacionários globais ligados ao petróleo.
O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil apresentou um crescimento de 0,5% no segundo trimestre de 2026, desempenho que superou as expectativas de analistas, que previam uma alta de 0,3%. O resultado foi sustentado principalmente pelo setor agropecuário, beneficiado pela produtividade e pela safra de grãos. Apesar do dado positivo, especialistas alertam para sinais de desaceleração nos próximos meses. O acúmulo de estoques e a retração no consumo das famílias, pressionado pelo endividamento e pela inadimplência, indicam um cenário de maior fragilidade para o segundo semestre. Diante desse quadro, a EQI Investimentos mantém sua projeção para a taxa Selic em 13,75% ao final do ano, considerando prematura a expectativa de cortes consecutivos pelo Copom. Além disso, o mercado monitora o impacto do conflito entre Estados Unidos e Irã nos preços do petróleo, o que pode pressionar a inflação global e limitar a flexibilidade da política monetária brasileira.
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