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Avalanche e enchentes no Nepal deixam 584 mortos e 1,5 mil desaparecidos

Colapso de geleira na fronteira com o Tibete causou inundações devastadoras, destruindo infraestruturas e deixando milhares de pessoas em situação de risco, enquanto o acesso a informações sobre vítimas no lado chinês permanece restrito.

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Foto: Global News CA World
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28/08 às 08:45, atualizado 19:45

Pontos principais

  • O desastre ocorreu em 26 de agosto de 2026 após o colapso de uma geleira, provocando enxurradas de lama e entulho.
  • O número oficial de mortos atingiu 584 pessoas no Nepal e no Tibete até sexta-feira (28).
  • Mais de 1,5 mil pessoas permanecem desaparecidas, segundo balanço das autoridades locais.
  • A NDRRMA confirmou o resgate de 797 pessoas, sendo 681 nepalesas e 116 estrangeiras.
  • Imagens de satélite mostram a destruição de vilarejos, pontes e da passagem fronteiriça de Rasuwagadhi.
  • Um novo lago de 0,11 km² formado pelo represamento do rio Lhende mantém o alerta de risco para novas enchentes.
  • Cerca de 4,5 mil pessoas participam das operações de resgate em áreas de difícil acesso.
  • A Cruz Vermelha estima que aproximadamente 93 mil pessoas foram afetadas pelo desastre na região do Himalaia.
  • Acesso a informações sobre vítimas e imagens do desastre no lado tibetano é limitado devido à restrição de circulação de dados na China.

Uma catástrofe natural atingiu a região do Himalaia na última quarta-feira (26), quando o colapso de uma geleira na fronteira entre o Nepal e o Tibete desencadeou enchentes repentinas de grande escala. O evento, que resultou em 584 mortes confirmadas e deixou mais de 1,5 mil pessoas desaparecidas, devastou infraestruturas críticas, incluindo estradas, pontes e vilarejos inteiros. Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o impacto do gelo e rochas causou um tremor de magnitude 4,4, bloqueando o rio Lhende Khola e criando um fluxo destrutivo que atingiu os rios Bhote Koshi e Trishuli. Enquanto o governo chinês enfatizou a origem do desastre em território nepalês, relatos indicam que imagens e dados sobre as vítimas no lado tibetano estão sendo ocultados do público na China, dificultando a transparência sobre a real dimensão dos danos na região.

As operações de resgate, que mobilizam cerca de 4,5 mil profissionais, enfrentam desafios geográficos severos. De acordo com o painel oficial da Autoridade Nacional de Redução e Gestão de Risco de Desastres (NDRRMA), 797 pessoas foram resgatadas com vida até o momento, incluindo 116 estrangeiros. O esforço de socorro incluiu ações dramáticas do exército nepalês para retirar trabalhadores presos em túneis de usinas hidrelétricas, enquanto imagens de satélite revelam a extensão da destruição em pontos estratégicos, como o porto de Gyirong.

A situação permanece crítica devido à instabilidade geológica na área. A NDRRMA emitiu um alerta de risco contínuo após análises de satélite indicarem a formação de um lago de 0,11 km² a 18 km da fronteira de Rasuwagadhi, resultante do represamento do rio Lhende. As autoridades pediram que moradores das áreas ribeirinhas a jusante mantenham-se em alerta máximo, temendo que o rompimento natural dessa barreira provoque novas inundações de grandes proporções. A Cruz Vermelha estima que o desastre tenha afetado cerca de 93 mil pessoas, tornando esta uma das maiores crises humanitárias recentes na região.

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