Inundações na fronteira entre Nepal e China deixam 165 mortos
União Europeia envia ajuda humanitária ao Nepal após inundações e deslizamentos de terra deixarem 165 mortos e mais de 800 pessoas desaparecidas.
Pontos principais
- O balanço oficial da NDRRMA confirma 165 corpos localizados até as 11h de 11 Bhadra 2083.
- As mortes estão distribuídas entre Chitwan (64), Dhading (27), Nawalparasi Leste (26), Gorkha (20), Nuwakot (12), Tanahu (9), Nawalparasi Oeste (5) e Rasuwa (3).
- Um total de 826 pessoas seguem sem contato, incluindo 579 turistas e diversos agentes de segurança.
- O desastre foi desencadeado pelo colapso de uma geleira que gerou uma torrente de lama, água e gelo.
- A União Europeia mobilizou auxílio internacional para apoiar as operações de resgate na região.
- O governo nepalês mobilizou 6.481 socorristas, incluindo efetivos do Exército, da Polícia e da Força Policial Armada.
- As inundações e deslizamentos de terra destruíram infraestruturas críticas, como pontes e vilarejos na fronteira.
- O Centro Distrital de Operações de Emergência (DEOC) reporta 33 feridos confirmados até o momento.
- Equipes de resgate enfrentam dificuldades severas de acesso às áreas atingidas devido à instabilidade do terreno.
Uma catástrofe natural de grandes proporções atingiu a região da fronteira entre o Nepal e o Tibete, na China, após o colapso de uma geleira provocar inundações repentinas e deslizamentos de terra. Segundo o balanço oficial divulgado pela Autoridade Nacional de Redução e Gestão de Riscos de Desastres (NDRRMA) às 11h de 11 Bhadra 2083, o número de mortos confirmados chegou a 165, com corpos localizados em diversos distritos, sendo Chitwan o mais afetado, com 64 registros. O evento, que destruiu pontes e vilarejos, deixou um rastro de destruição que mobilizou uma força-tarefa de 6.481 socorristas, composta por membros do Exército nepalês, da Polícia e da Força Policial Armada.
A situação permanece crítica com 826 pessoas ainda desaparecidas, um grupo que inclui 579 turistas, além de militares e policiais que atuavam na região. O governo local e agências internacionais, incluindo a União Europeia, intensificaram os esforços de busca e salvamento, embora o acesso aos locais afetados continue sendo um desafio logístico significativo devido à topografia acidentada e aos danos severos à infraestrutura. Além das fatalidades e desaparecimentos, as autoridades confirmaram 33 feridos que recebem atendimento médico.
Este desastre ocorre em uma região marcada por um paradoxo geográfico, onde o desenvolvimento econômico recente contrasta com a alta vulnerabilidade a fenômenos naturais extremos. O colapso da geleira, que liberou uma torrente de lama e detritos, é apontado como o principal vetor da destruição. A comunidade internacional segue monitorando a situação, enquanto o Nepal tenta coordenar a logística de ajuda humanitária em meio à instabilidade contínua nas zonas montanhosas da fronteira.
