Lula manifesta solidariedade a vítimas de avalanche no Nepal e Tibete
O presidente Lula expressou pesar após avalanche e enchentes na fronteira entre Nepal e Tibete deixarem ao menos 165 mortos e centenas de desaparecidos.
Pontos principais
- O desastre foi causado pelo colapso de uma geleira na montanha Langtang Lirung, gerando uma avalanche de lama, gelo e rochas.
- O número de mortos confirmados subiu para 165, sendo 162 no Nepal e três no território chinês.
- Mais de 1.000 pessoas seguem desaparecidas, incluindo centenas de turistas estrangeiros e peregrinos.
- O governo dos EUA destinou 500 mil dólares em ajuda humanitária para ações emergenciais na região.
- O Itamaraty confirmou que não há registros de brasileiros entre as vítimas e mantém plantão consular ativo.
- A infraestrutura local, incluindo estradas, pontes e uma usina hidrelétrica, sofreu danos severos ao longo de 168 quilômetros.
- Equipes de resgate enfrentam dificuldades extremas devido ao terreno instável e à previsão de chuvas das monções.
- O governo chinês mobilizou militares e enviou 30 mil kits de emergência para auxiliar nas buscas em Gyirong.
- O fenômeno foi acompanhado por um tremor sísmico, inicialmente confundido com um terremoto, causado pelo deslocamento de massa.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou solidariedade às vítimas e aos governos do Nepal e da China após uma catástrofe natural atingir a região fronteiriça entre os dois países. Uma avalanche de gelo, lama e rochas, desencadeada pelo colapso de uma geleira na montanha Langtang Lirung, provocou inundações repentinas que devastaram vilarejos, infraestruturas de transporte e projetos de energia ao longo de um percurso de cerca de 168 quilômetros. O evento, que gerou um tremor sísmico sentido na região, deixou ao menos 165 mortos e mais de 1.000 pessoas desaparecidas, entre moradores locais e centenas de turistas estrangeiros que realizavam trilhas ou peregrinações religiosas.
As operações de busca e salvamento enfrentam desafios logísticos sem precedentes. Especialistas comparam a complexidade do resgate ao desastre de Brumadinho, destacando que a profundidade dos detritos e a instabilidade do terreno tornam a localização de sobreviventes extremamente improvável após a janela inicial de 15 minutos. O Exército do Nepal mobilizou 14 helicópteros, enquanto a China enviou tropas e suprimentos emergenciais para a área de Gyirong. A situação é agravada pela previsão de chuvas das monções, que devem persistir até setembro, complicando o acesso das equipes de socorro às áreas mais isoladas.
A comunidade internacional tem se mobilizado para oferecer suporte. O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou um auxílio de 500 mil dólares para financiar abrigos e saneamento básico, além de enviar um especialista em desastres para coordenar as ações no terreno. O Conselho de Turismo do Nepal confirmou que centenas de viajantes, muitos deles peregrinos indianos a caminho do Monte Kailash, permanecem incomunicáveis, o que eleva a preocupação sobre o impacto do desastre no setor de turismo e na segurança das rotas de peregrinação da região do Himalaia.
No Brasil, o Ministério das Relações Exteriores informou que as embaixadas em Katmandu e Pequim monitoram a situação de perto. Até o momento, não há relatos de brasileiros entre as vítimas, e o governo disponibilizou números de plantão consular para prestar assistência a cidadãos que possam estar na zona afetada. A tragédia ressalta a vulnerabilidade das comunidades montanhosas frente aos efeitos das mudanças climáticas e do degelo, que têm tornado eventos como avalanches e inundações repentinas mais frequentes e destrutivos na região.
Cobertura da mídia
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