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Risco de novas enchentes no Nepal após colapso de geleira no Himalaia

Autoridades alertam para o risco de rompimento de uma barragem natural no rio Lhende, enquanto o número de mortos chega a 474 após o colapso da geleira.

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Foto: G1 Mundo
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27/08 às 19:45, atualizado 28/08 às 07:54

Pontos principais

  • O desastre foi causado pelo colapso de uma geleira e deslizamento de terra na montanha Langtang Lirung em 26 de agosto de 2026.
  • O Serviço Geológico dos Estados Unidos detectou um sinal sísmico de magnitude 5,2 decorrente da queda de gelo e rocha.
  • Balanços oficiais confirmam 474 mortes e mais de 1.500 pessoas desaparecidas na região da fronteira entre Nepal e Tibete.
  • Imagens de satélite indicam que a área da encosta que cedeu ocupa aproximadamente 1 km².
  • A NDRRMA constatou que o fluxo do rio Lhende está obstruído 18 km acima de Rasuwagadhi, formando um lago de 0,11 km².
  • O governo do Nepal emitiu alerta máximo para moradores a jusante devido ao risco iminente de rompimento dessa barragem natural.
  • O Banco Mundial anunciou um pacote de US$ 163 milhões em assistência emergencial para as regiões atingidas.
  • O governo dos Estados Unidos, sob a gestão de Donald Trump, ofereceu auxílio oficial para as buscas e salvamentos.
  • Cientistas apontam que mudanças climáticas podem ter agravado a instabilidade da geleira e da encosta na região.

Uma catástrofe natural atingiu a região da fronteira entre o Nepal e o Tibete após o colapso de uma geleira na montanha Langtang Lirung, ocorrido em 26 de agosto de 2026. O evento, que gerou um sinal sísmico de magnitude 5,2, provocou uma avalanche de lama, rochas e gelo que bloqueou o curso do rio Lhende Khola, resultando em inundações repentinas que devastaram vilarejos inteiros. Até o momento, as autoridades contabilizam 474 mortes confirmadas e mais de 1.500 pessoas desaparecidas, incluindo centenas de estrangeiros que estavam na região. O desastre levanta questões sobre a vulnerabilidade geológica da área e a capacidade de resposta a eventos extremos no Himalaia.

As operações de resgate, que utilizam helicópteros e cães farejadores, enfrentam desafios severos devido à destruição de estradas e pontes, além da instabilidade climática. A Autoridade Nacional de Gestão e Redução de Risco de Desastres (NDRRMA) do Nepal emitiu um alerta crítico em 27 de agosto após análises de imagens de satélite, creditadas ao Stimson Center, revelarem a formação de um lago de 0,11 km² causado pelo bloqueio do rio Lhende, cerca de 18 km acima do posto de fronteira de Rasuwagadhi. O órgão advertiu que o rompimento dessa barragem natural pode desencadear novas enchentes de grandes proporções, forçando a manutenção de alerta máximo para as populações ribeirinhas a jusante.

A comunidade internacional tem se mobilizado para prestar socorro às vítimas. O Banco Mundial destinou US$ 163 milhões em assistência emergencial, enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ofereceu suporte oficial para as operações de busca e salvamento. Especialistas sugerem que o desastre reflete a crescente instabilidade geológica na região, possivelmente exacerbada por mudanças climáticas que afetam a integridade das geleiras e encostas.

Enquanto o monitoramento de novos riscos de transbordamento continua, as equipes de emergência seguem trabalhando para localizar sobreviventes em meio aos escombros. A situação permanece volátil, com a NDRRMA reforçando que a vigilância sobre o fluxo do rio Lhende é prioritária para evitar um agravamento ainda maior do cenário de crise humanitária que se instalou na fronteira entre o Nepal e o Tibete desde o início do evento.

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