Avalanche no Nepal deixa 273 mortos e mais de 1.500 desaparecidos
Colapso de geleira na fronteira entre Nepal e Tibete causou inundações e destruição, deixando centenas de mortos e milhares de desaparecidos de 30 países.
Pontos principais
- O desastre ocorreu em 26 de agosto de 2026, após o colapso de uma geleira na montanha Langtang Lirung.
- O número de mortos confirmados subiu para 273, sendo 270 no Nepal e três no Tibete.
- Mais de 1.500 pessoas seguem desaparecidas, incluindo centenas de estrangeiros de mais de 30 nacionalidades.
- A avalanche e as inundações subsequentes percorreram 168 km, destruindo pontes, estradas e vilarejos como Timure.
- O Serviço Geológico dos Estados Unidos registrou um tremor de magnitude 5,2 associado ao evento.
- Equipes de resgate enfrentam dificuldades extremas de acesso devido à lama, escombros e risco de novas inundações.
- O governo dos Estados Unidos anunciou uma ajuda humanitária de US$ 500 mil para apoiar as operações de emergência.
Uma catástrofe natural atingiu a região do Himalaia na última quarta-feira (26), quando o colapso de uma geleira na montanha Langtang Lirung desencadeou uma avalanche massiva de gelo, rochas e lama. O evento, que também gerou um tremor de magnitude 5,2, provocou inundações repentinas que devastaram a infraestrutura na fronteira entre o Nepal e o Tibete. Até o momento, as autoridades confirmam 273 mortes e mais de 1.500 pessoas desaparecidas, entre moradores locais e turistas de mais de 30 países que realizavam trilhas ou peregrinações na região.
A força da enxurrada percorreu cerca de 168 km, destruindo pelo menos 70 pontes, estradas e vilarejos inteiros, como o povoado de Timure. Imagens registradas por sobreviventes, incluindo funcionários de hidrelétricas locais, ilustram a velocidade da destruição e a dificuldade de fuga em meio ao terreno montanhoso. A complexidade do cenário, marcada por escombros densos e bloqueios em rios, tem dificultado o trabalho das equipes de resgate, que lutam contra o tempo e o risco de novos deslizamentos para localizar os desaparecidos.
O desastre gerou uma resposta internacional, com o governo dos Estados Unidos destinando US$ 500 mil para auxiliar nas operações de busca e socorro. A magnitude do evento destaca a vulnerabilidade das comunidades e da infraestrutura na região do Himalaia frente a fenômenos geológicos e climáticos extremos. Enquanto as buscas continuam, autoridades locais seguem trabalhando na consolidação dos dados de vítimas e na coordenação logística entre os dois países afetados para garantir que o suporte chegue às áreas mais isoladas.
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