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Brasil e EUA agendam reunião técnica para negociar tarifas em 31 de agosto

Após conversa entre Lula e Trump, representantes dos dois países se reúnem virtualmente para discutir as sobretaxas impostas sobre produtos brasileiros.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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25/08 às 07:46, atualizado 19/09 às 18:51

Pontos principais

  • A reunião técnica ocorrerá na segunda-feira (31) via videoconferência.
  • Participarão do encontro o ministro Márcio Elias Rosa e o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer.
  • O diálogo foi viabilizado após um telefonema de cerca de 1h20 entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump.
  • Os EUA impuseram tarifas de 25% e 12,5% sobre produtos brasileiros sob alegações de práticas comerciais desleais e legislação trabalhista.
  • O governo brasileiro busca ampliar a lista de exceções às sobretaxas e contesta as medidas na Organização Mundial do Comércio (OMC).
  • Estima-se que as tarifas afetem cerca de 8,6 mil empresas brasileiras e aproximadamente US$ 6,6 bilhões em exportações.
  • Mais de 30 rodadas anteriores de negociações entre autoridades dos dois países não resultaram em um acordo definitivo.

O governo brasileiro e os Estados Unidos marcaram para a próxima segunda-feira, dia 31 de agosto, uma reunião técnica virtual para retomar as negociações sobre as tarifas impostas pelo governo norte-americano a produtos brasileiros. O encontro será conduzido pelo ministro Márcio Elias Rosa e pelo representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer. A retomada das tratativas diplomáticas foi viabilizada após uma conversa telefônica realizada na última semana entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, que buscam destravar o impasse comercial entre as duas nações.

As sobretaxas, que atingem patamares de 25% e 12,5%, foram aplicadas pelos EUA em julho sob justificativas que incluem investigações sobre práticas comerciais, regulação de plataformas digitais, uso do Pix e questões ambientais. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as medidas impactam cerca de 8,6 mil empresas brasileiras e podem atingir até 18% das exportações nacionais para o mercado americano, dependendo do período analisado. O governo brasileiro nega as acusações de concorrência desleal e tem levado o caso à Organização Mundial do Comércio (OMC), argumentando que as tarifas violam as regras internacionais de comércio.

Nesta nova rodada de negociações, a prioridade do Brasil é obter a ampliação da lista de produtos isentos das sobretaxas americanas, como um passo intermediário antes de discutir a reversão integral das medidas. Apesar da expectativa gerada pelo contato direto entre os chefes de Estado, o histórico recente de mais de 30 reuniões sem sucesso entre autoridades técnicas de baixo escalão mantém cauteloso o otimismo do governo brasileiro quanto a um avanço imediato na resolução do conflito tarifário.

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