As tarifas EUA x Brasil referem-se às políticas tarifárias americanas que impactam o comércio bilateral. Após um "tarifaço" imposto pelos EUA em 2025 sobre produtos brasileiros, a Suprema Corte dos EUA considerou a medida ilegal em fevereiro de 2026. Em resposta, os EUA implementaram uma nova tarifa global de 10%, que, segundo o Brasil, iguala as condições competitivas. Negociações bilaterais continuam, focando em tarifas e minerais críticos, com um encontro agendado entre os presidentes Lula e Trump.
O tópico "Tarifas EUA x Brasil" refere-se às discussões e impactos relacionados às políticas tarifárias adotadas pelos Estados Unidos que podem afetar o Brasil, bem como as relações comerciais bilaterais. Inicialmente, o Brasil demonstrou cautela diante de novas tarifas impostas pelos EUA a outros países, como o Irã, reconhecendo que tais ações podem gerar instabilidade internacional com reflexos na economia brasileira. Posteriormente, as relações comerciais entre os dois países foram diretamente impactadas por um "tarifaço" imposto pelos EUA sobre produtos brasileiros. No entanto, uma decisão da Suprema Corte dos EUA considerou a medida ilegal, beneficiando os países afetados e validando a abordagem diplomática e legal do Brasil. Após a derrubada do tarifaço, os EUA implementaram uma nova tarifa global de 10%, que, segundo o vice-presidente brasileiro Geraldo Alckmin, coloca o Brasil em condições de igualdade competitiva com outros países. As negociações bilaterais continuam, com foco em questões tarifárias e minerais críticos.
Contexto histórico e desenvolvimento
O cenário de instabilidade econômica global é um fator constante que influencia as relações comerciais e as decisões sobre tarifas. As políticas tarifárias de grandes economias, como os Estados Unidos, têm o potencial de reverberar em mercados internacionais, afetando cadeias de suprimentos, preços de commodities e o fluxo de investimentos. A preocupação do Brasil, expressa pelo Ministro da Fazenda Fernando Haddad em janeiro de 2026, com as tarifas impostas pelos EUA ao Irã, ilustra a sensibilidade do país a movimentos tarifários internacionais, reconhecendo que a instabilidade gerada pode impactar a economia brasileira, mesmo que indiretamente.
Em abril de 2025, o presidente dos EUA, Donald Trump, aplicou uma taxa adicional de 10% sobre produtos brasileiros importados. Em julho do mesmo ano, essa alíquota foi elevada para 50%, em uma medida que ficou conhecida como "tarifaço". Essa taxação entrou em vigor em 6 de agosto de 2025, embora tenha vindo acompanhada de uma extensa lista de exceções, que deixou de fora itens como suco de laranja, aeronaves civis, petróleo, veículos e autopeças, fertilizantes e produtos do setor energético. Em novembro de 2025, após negociações diretas entre Trump e o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, os EUA retiraram a tarifa de 40% de novos itens, incluindo café, carnes e frutas. As tarifas sobre importações de aço e alumínio, aplicadas com base na Seção 232 da Lei do Comércio dos EUA, não foram afetadas por essas decisões.
O Brasil, através de seu Ministro da Fazenda Fernando Haddad, agiu de forma diplomática e buscou canais competentes, como a Organização Mundial do Comércio (OMC) e o judiciário americano, para contestar as medidas. Em fevereiro de 2026, Haddad afirmou que o Brasil agiu "de forma impecável" durante o período do tarifaço e destacou os benefícios da decisão da Suprema Corte dos EUA, que considerou a medida de Donald Trump ilegal, favorecendo os países afetados.
Após a derrubada do tarifaço pela Suprema Corte dos EUA em 20 de fevereiro de 2026, o presidente Donald Trump anunciou uma nova tarifa global de 10% com efeito imediato. O vice-presidente e Ministro da Indústria e Comércio do Brasil, Geraldo Alckmin, classificou a decisão judicial como "muito importante para o Brasil" e destacou que a nova tarifa global de 10% coloca o Brasil em condições de igualdade competitiva com seus concorrentes, uma vez que a sobretaxa anterior de 40% (que afetava 22% das exportações brasileiras) foi zerada. Produtos como armamentos, máquinas de linha amarela, máquinas agrícolas, motores, madeira, café solúvel, pescado, cereais, mel, açúcar e tabaco, que antes pagavam a sobretaxa de 40%, agora serão taxados em 10%. As tarifas de 40% sobre aço e alumínio, taxadas pela Seção 232, não foram afetadas e permanecem em vigor. As negociações entre Brasil e EUA continuarão, com um encontro entre os presidentes Lula e Trump agendado para março, onde serão discutidos temas como tarifas e minerais críticos.
Linha do tempo
Abril de 2025: O presidente dos EUA, Donald Trump, aplica uma taxa adicional de 10% sobre produtos brasileiros importados.
Julho de 2025: A alíquota adicional sobre produtos brasileiros é elevada para 50%.
6 de agosto de 2025: A taxação de 50% sobre produtos brasileiros entra em vigor.
Novembro de 2025: Após negociações diretas com o presidente Lula, os EUA retiram a tarifa de 40% de novos itens, como café, carnes e frutas.
13 de janeiro de 2026: O Ministro da Fazenda do Brasil, Fernando Haddad, declara que as novas tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Irã precisam ser avaliadas com cautela, ressaltando que a instabilidade internacional afeta a economia brasileira.
20 de fevereiro de 2026: A Suprema Corte dos EUA derruba o "tarifaço" imposto por Donald Trump. No mesmo dia, o Ministro da Fazenda Fernando Haddad afirma que o Brasil agiu "de forma impecável" durante o "tarifaço" e destaca os benefícios da decisão da Suprema Corte dos EUA que considerou a medida ilegal. O presidente Donald Trump anuncia uma nova tarifa global de 10% com efeito imediato. O vice-presidente Geraldo Alckmin comemora a decisão judicial e ressalta que a nova tarifa global preserva a competitividade do Brasil.
Março de 2026: Encontro agendado entre os presidentes Lula e Trump em Washington para discutir tarifas e minerais críticos.
Principais atores
Brasil: País que avalia os impactos das políticas tarifárias internacionais na sua economia e que foi diretamente afetado por tarifas dos EUA.
Estados Unidos (EUA): País que impõe tarifas e cujas decisões afetam o cenário econômico global e as relações comerciais bilaterais.
Irã: País alvo de novas tarifas impostas pelos EUA.
Fernando Haddad: Ministro da Fazenda do Brasil, responsável por analisar e comentar os impactos econômicos das políticas tarifárias internacionais e a resposta brasileira ao "tarifaço".
Geraldo Alckmin: Vice-presidente e Ministro da Indústria e Comércio do Brasil, que comentou a decisão da Suprema Corte dos EUA e a nova tarifa global, destacando a manutenção da competitividade brasileira.
Donald Trump: Presidente dos EUA que impôs o "tarifaço" sobre produtos brasileiros e, após a decisão da Suprema Corte, anunciou uma nova tarifa global de 10%.
Luiz Inácio Lula da Silva: Presidente do Brasil que negociou diretamente com Donald Trump para a remoção parcial das tarifas e tem um encontro agendado com Trump para discutir questões tarifárias e minerais críticos.
Organização Mundial do Comércio (OMC): Organismo internacional utilizado pelo Brasil como um dos canais para contestar as tarifas.
Suprema Corte dos EUA: Instância judicial que considerou a medida tarifária de Donald Trump ilegal, derrubando o "tarifaço".
Termos importantes
Tarifas: Impostos ou taxas cobradas sobre bens importados ou exportados, que podem ser usadas para proteger indústrias domésticas ou como ferramenta de política externa.
Instabilidade internacional: Período de incerteza ou volatilidade nas relações políticas e econômicas entre países, que pode afetar mercados globais e economias nacionais.
Economia brasileira: O sistema de produção, distribuição e consumo de bens e serviços no Brasil, suscetível a influências externas.
Tarifaço: Termo utilizado para descrever o aumento substancial das tarifas sobre importações, especificamente as impostas pelos EUA sobre produtos brasileiros em 2025.
Tarifa global de 10%: Nova política tarifária dos EUA, implementada após a derrubada do "tarifaço", que aplica uma taxa de 10% sobre produtos importados de todos os países, visando equalizar as condições de competitividade.