Em janeiro de 2026, Gabriel Galípolo, na qualidade de presidente do Banco Central do Brasil, uniu-se a outros presidentes de autoridades monetárias internacionais para assinar uma declaração conjunta. Este manifesto expressou apoio a Jerome H. Powell, presidente do Federal Reserve, que estava sob pressão do então presidente dos EUA, Donald Trump, para acelerar a queda das taxas de juros. A iniciativa ocorreu em um momento de debate sobre a autonomia do Banco Central também no Brasil, especialmente em meio ao processo de liquidação do Banco Master.
O manifesto assinado por Galípolo e outros líderes de bancos centrais reafirma a independência institucional como crucial para a estabilidade de preços e o bem-estar social, sempre dentro dos preceitos do Estado de Direito e da transparência democrática. A adesão do Brasil a este documento o posicionou ao lado de instituições como o Banco Central Europeu, o Banco da Inglaterra e o Banco de Compensações Internacionais (BIS).
No cenário doméstico, a autonomia do BC brasileiro foi questionada pelo ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Jonathan de Jesus, que solicitou esclarecimentos sobre a liquidação do Banco Master, levantando suspeitas de uma ação “precipitada”. A liquidação extrajudicial do conglomerado ocorreu em novembro do ano anterior, após a rejeição de uma proposta de aquisição pelo BRB (Banco de Brasília) e a posterior apresentação de uma oferta pela Fictor Holding. Investigações do BC e da Polícia Federal revelaram suspeitas de fraudes em vendas de carteiras de crédito do Master para o BRB, totalizando R$ 12,2 bilhões. Gabriel Galípolo se reuniu com o presidente do TCU, Vital do Rêgo Filho, para conciliar a fiscalização do TCU com a autonomia do BC, concordando com uma inspeção sobre o caso do Banco Master.