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Canadá promete retaliação após colapso de negociações com EUA

O governo canadense anunciou novas tarifas contra produtos americanos em resposta aos impostos de 50% impostos pela administração Trump após o fim das negociações.

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Foto: Times Brasil
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23/08 às 20:31, atualizado 24/08 às 07:32

Pontos principais

  • O governo dos Estados Unidos impôs tarifas de 50% sobre cerca de US$ 20 bilhões em produtos canadenses.
  • O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, prometeu retaliação 'dólar por dólar' a partir de 8 de setembro.
  • O colapso das negociações ocorreu após o Canadá rejeitar uma proposta de acordo tarifário apresentada pelos EUA.
  • O secretário de Transportes americano, Sean Duffy, afirmou que a disputa comercial terá consequências devastadoras para a economia canadense.
  • Donald Trump criticou o Canadá via redes sociais, alegando a existência de tarifas injustas sobre produtos agrícolas americanos.
  • Empresários de ambos os países manifestam preocupação com a escalada da guerra comercial e possíveis prejuízos operacionais.

A relação comercial entre Estados Unidos e Canadá atravessa um momento de tensão após o fracasso das negociações bilaterais na última semana. O governo americano, sob a gestão de Donald Trump, oficializou a aplicação de tarifas de 50% sobre aproximadamente US$ 20 bilhões em importações canadenses. A medida foi justificada pelo presidente americano como uma resposta a supostas práticas tarifárias desleais do país vizinho, especialmente no setor agrícola. Em contrapartida, o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, anunciou que o Canadá implementará tarifas retaliatórias equivalentes, com início previsto para o dia 8 de setembro.

O impasse foi agravado pela decisão canadense de rejeitar a proposta de acordo comercial apresentada por Washington, uma postura impulsionada pela pressão popular interna por uma negociação mais rígida. Enquanto o secretário de Transportes dos EUA, Sean Duffy, alertou que o Canadá enfrentará danos econômicos severos devido à escalada do conflito, o setor privado dos dois países já projeta prejuízos significativos. A incerteza sobre o futuro das trocas comerciais preocupa empresas que dependem da integração das cadeias produtivas entre as duas nações, elevando o risco de uma desaceleração econômica regional.

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