Setor elétrico debate investimentos para enfrentar eventos climáticos
Representantes do setor elétrico discutem em Brasília inovações e resiliência da infraestrutura frente aos desafios impostos pelo fenômeno El Niño.
Pontos principais
- O Instituto Abrate anunciou planos de investir R$ 5 bilhões em pesquisa e desenvolvimento nos próximos 17 meses.
- Especialistas destacam a vulnerabilidade das redes de transmissão a ventos intensos, como os ocorridos no Rio de Janeiro e em Ribeirão Preto.
- O diretor-geral do ONS, Márcio Rea, defendeu a ampliação da capacidade de planejamento do sistema elétrico nacional para 2026.
- O setor busca soluções tecnológicas para mitigar os impactos de eventos climáticos extremos na rede de energia.
Representantes do setor elétrico brasileiro reuniram-se em Brasília para debater a necessidade urgente de investimentos em inovação e resiliência da infraestrutura nacional. O foco das discussões reside na adaptação do sistema elétrico aos desafios impostos por eventos climáticos extremos, intensificados pelo fenômeno El Niño. Como parte dessa estratégia, o Instituto Abrate planeja destinar R$ 5 bilhões para pesquisa e desenvolvimento nos próximos 17 meses, visando fortalecer a rede contra fenômenos como ventos intensos, que têm causado falhas recentes em diversas regiões do país. O diretor-geral do Operador Nacional do Sistema (ONS), Márcio Rea, ressaltou que a complexidade do cenário climático exige uma modernização contínua no planejamento e na operação do setor. Paralelamente, o ONS já articula medidas preventivas, como a antecipação de recursos para usinas isoladas na Amazônia, garantindo a estabilidade do fornecimento de energia para eventos críticos, como as eleições de 2026.
