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Axia Energia aponta impactos do El Niño no setor elétrico nacional

Fenômeno climático causa chuvas recordes no Sul e leva o governo a reduzir a geração de hidrelétricas para garantir a segurança hídrica.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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06/08 às 14:15, atualizado 07/08 às 07:46

Pontos principais

  • A Axia Energia identificou os primeiros efeitos do El Niño no sistema elétrico brasileiro.
  • Reservatórios da região Sul registraram em julho o maior volume de chuvas dos últimos dez anos.
  • O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) aprovou a redução da geração hidrelétrica para preservar níveis de água.
  • A medida visa mitigar riscos de seca e instabilidades climáticas previstas para o segundo semestre de 2026.
  • Governo federal monitora o fenômeno com foco na segurança do abastecimento e na prevenção de inundações.

O setor elétrico brasileiro já opera sob os efeitos do fenômeno climático El Niño, segundo relatório da Axia Energia. A empresa destacou que o impacto mais imediato foi observado na região Sul, que registrou em julho o maior volume de chuvas dos últimos dez anos, alterando o regime de precipitações e a operação dos reservatórios locais. Diante desse cenário, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) decidiu reduzir a geração de energia em hidrelétricas como medida preventiva. A estratégia busca aumentar a segurança hídrica e mitigar riscos de instabilidades climáticas associadas ao aquecimento das águas do Pacífico, que possui 70% de probabilidade de ocorrência no segundo semestre de 2026. O governo coordena ações com órgãos como a Casa Civil e a Defesa Civil para monitorar os desdobramentos do fenômeno e garantir a estabilidade do abastecimento nacional.

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