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ONS alerta para possível acionamento de todas as térmicas em setembro

O Operador Nacional do Sistema Elétrico avalia que o impacto do fenômeno El Niño pode exigir o uso total do parque termelétrico para garantir a segurança.

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Foto: Times Brasil
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05/09 às 12:15, atualizado 18:31

Pontos principais

  • O ONS apresentou ao CMSE projeções sobre os impactos do Super El Niño no sistema elétrico até fevereiro de 2027.
  • Em um cenário menos favorável, o órgão considera necessário despachar a totalidade das usinas térmicas a partir de setembro.
  • A medida visa assegurar o equilíbrio do Sistema Interligado Nacional diante do aumento da demanda e condições hidrológicas.
  • O ONS não descarta o uso da reserva de potência operativa para manter a estabilidade do sistema elétrico.
  • A demanda de carga no Sistema Interligado Nacional deve registrar um crescimento de 6,5% em setembro de 2026.
  • Projeções indicam chuvas acima da média no Sul e Sudeste/Centro-Oeste, mas índices abaixo da média no Norte e Nordeste.
  • O Custo Marginal de Operação está projetado em R$ 125,13 para a maioria das regiões, chegando a R$ 289,25 no Norte.

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) emitiu um alerta sobre a possibilidade de acionamento integral do parque termelétrico brasileiro a partir de setembro. A medida, apresentada ao Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), faz parte de um plano de contingência para enfrentar os impactos do fenômeno Super El Niño, que influencia as condições hidrológicas e a demanda de energia no país até o início de 2027. Segundo o diretor-geral do ONS, Marcio Rea, o órgão monitora de perto a transição entre os períodos seco e úmido para assegurar a confiabilidade do Sistema Interligado Nacional.

A necessidade de acionamento total das térmicas depende da combinação entre a carga de energia e a disponibilidade de recursos hídricos. Embora as projeções indiquem chuvas acima da média para as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste em setembro, as regiões Norte e Nordeste enfrentam cenários de Energia Natural Afluente abaixo da média, o que pressiona os custos operacionais. Além do despacho térmico, o ONS avalia a utilização da reserva de potência operativa para garantir a estabilidade do sistema frente a um crescimento esperado de 6,5% na demanda de carga em comparação ao ano anterior.

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