CDH debate desafios no diagnóstico e tratamento da LAM
Audiência no Senado discute obstáculos no acesso ao diagnóstico e tratamento da linfangioleiomiomatose no SUS.
Pontos principais
- A Comissão de Direitos Humanos do Senado realizou debate sobre a Linfangioleiomiomatose (LAM) em 20 de agosto de 2026.
- Estima-se que existam 3 mil casos da doença no Brasil, mas apenas 500 diagnósticos foram confirmados.
- Especialistas apontam que a falta de exames e de profissionais capacitados atrasa o diagnóstico da patologia.
- Pacientes relatam dificuldades logísticas para acessar centros de tratamento e transplante pelo SUS, apesar da oferta do medicamento sirolimo.
A Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado Federal promoveu, nesta quinta-feira (20), um debate sobre os desafios enfrentados por pacientes com Linfangioleiomiomatose (LAM). A audiência pública reuniu especialistas e representantes do Ministério da Saúde para discutir a assistência a essa doença pulmonar rara, que afeta predominantemente mulheres em idade fértil. Durante o encontro, foi destacado que, embora o Brasil tenha uma estimativa de 3 mil casos, apenas 500 diagnósticos foram confirmados, evidenciando um gargalo no sistema de saúde. O atraso na identificação da doença é atribuído à escassez de profissionais capacitados e à falta de acesso a exames de imagem. Além disso, pacientes relataram obstáculos logísticos e financeiros para acessar centros especializados e transplantes pelo SUS, mesmo com a disponibilidade do medicamento sirolimo na rede pública.
