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PF aponta que lobista alegava falar em nome de Lulinha em negócio

Investigação da Polícia Federal indica que Roberta Luchsinger usava o nome de Fábio Luís Lula da Silva para buscar lucros em projeto de cannabis medicinal.

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Foto: Folha de São Paulo - Política
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19/08 às 09:32, atualizado 20:15

Pontos principais

  • Diálogos analisados pela PF mostram a lobista Roberta Luchsinger afirmando falar em nome de Fábio Luís Lula da Silva.
  • A lobista buscava obter 20% de lucro em um projeto de cannabis medicinal oferecido ao governo.
  • O presidente Lula reuniu-se com o advogado Marco Aurélio de Carvalho para tratar das investigações envolvendo seu filho.
  • A Polícia Federal apura suspeitas de tráfico de influência e corrupção em três inquéritos distintos envolvendo Lulinha.
  • O PT planeja utilizar investigações sobre o banqueiro Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro como estratégia de contra-ataque político.
  • Assessores presidenciais admitem que a divulgação das conversas envolvendo Lulinha e a lobista tem gerado desgaste político.

Novos elementos da investigação da Polícia Federal indicam que a lobista Roberta Luchsinger alegava representar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, em negociações de um projeto de cannabis medicinal. Segundo os diálogos extraídos pela PF, a empresária buscava obter uma margem de 20% de lucro em um contrato que seria oferecido ao governo federal. O caso, que faz parte da Operação Sem Desconto, tem gerado irritação no Palácio do Planalto e pressionado a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se reuniu com o advogado Marco Aurélio de Carvalho para discutir a defesa de seu filho nos inquéritos que apuram supostos crimes de tráfico de influência e corrupção. Embora o Ministério da Saúde tenha negado a incorporação do produto ao SUS ou qualquer negociação formal, o teor das conversas tem causado desconforto interno e recolocado o tema da corrupção no centro do debate político. Em resposta à crise, o PT articula uma estratégia de contra-ataque focada em investigações que envolvem o banqueiro Daniel Vorcaro e o senador Flávio Bolsonaro. O presidente Lula afirmou que, caso irregularidades sejam comprovadas, os envolvidos deverão responder perante a Justiça.

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